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ES pode chegar a 800 mortes por Covid-19 até o fim de semana, diz subsecretário

Quadro de óbitos pelo novo coronavírus segue em crescimento e deve fazer o Estado atingir a triste marca já nos próximos dias. A previsão é do subsecretário de Vigilância em Saúde da Sesa, Luiz Carlos Reblin

Publicado em 04/06/2020 às 09h48
Atualizado em 04/06/2020 às 10h30
O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, em entrevista à TV Gazeta
O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, concedeu entrevista à TV Gazeta nesta quinta-feira (04). Crédito: Reprodução / TV Gazeta

Por dois dias seguidos o Espírito Santo registrou o maior número de mortes desde que começou a pandemia do novo coronavírus. A elevação constante e diária dos números – com 34 óbitos somente nas 24 últimas horas – faz com que o Estado se aproxime da marca de 800 vidas interrompidas pela Covid-19 até o próximo fim de semana. Esta é a previsão dada pelo subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, em entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, na manhã desta quinta-feira (4).

“Temos atualmente quase 700 óbitos (698) confirmados, outros 62 estão em investigação e a previsão de chegarmos à marca de 800 mortes até o fim de semana está se confirmando”, salientou o representante da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Segundo Reblin, o que contribuiu perigosamente para o crescimento ininterrupto de óbitos é a velocidade de propagação da doença.

“A situação é grave e os números aumentam. Temos uma taxa alta de transmissão pelo que inquérito sorológico do Espírito Santo demonstrou até aqui. A cada 10 pessoas contaminadas transmitem para outras 18”, disse o subsecretário.

"FICAR EM CASA É A VACINA"

Diante desse quadro perigoso, Luiz Carlos Reblin voltou a apelar para que os capixabas permaneçam dentro de casa.

“Primeiro faço o apelo para a conscientização das pessoas. Não há vacina ou medicamento para ser aplicada em uma pessoa. A nossa vacina é permanecer em casa, pois só assim conseguimos reduzir esses números. Então precisamos contar com a participação de toda a sociedade”, pediu.

POSSIBILIDADE DE LOCKDOWN

A atualização mais recente mostra que a taxa de ocupação dos leitos do Estado está em 82% e, na Grande Vitória, fica próxima de 87%, números que mostram que a capacidade de atendimento atual está perto do limite.

De acordo com Reblin, nesta semana o Espírito Santo recebeu 100 novos ventiladores (respiradores mecânicos), que já estão sendo montados e preparados para serem distribuídos nos hospitais públicos. Isso, contudo, não é garantia de respiro para a capacidade de atendimento, porém deixarão o Estado momentaneamente com uma taxa mais segura para atender a quem necessite de vaga em UTI.

Hospital Dr Jayme Santos Neves possui contêineres para atender ao provável aumento da demanda para os casos de Covid-19
O Hospital Dr Jayme Santos Neves é referência no suporte aos pacientes com Covid-19 na Grande Vitória. Crédito: Luciney Araújo

O que também preocupa o subsecretário e faz com que o Estado ou algumas cidade e regiões caminhem para um fechamento total é a taxa de isolamento. Atualmente ela se encontra próxima de 50%, um percentual baixo, como explicado por Reblin.

“A liberação do comércio em dias alternados e o funcionamento dos shoppings mantiveram a taxa de isolamento no mesmo patamar, não houve piora no quadro de circulação de pessoas, que hoje gira em torno de 47%. Mas precisamos chegar a 55% pelo menos. Se não chegarmos, é muito provável que nossa capacidade de atendimento hospitalar não tenha mais capacidade de atender a quem necessite de internação. Somado as mortes e casos, isso vai aproximar uma região ou o município do risco extremo. Quando isso acontece, segundo a matriz de risco que está em vigor no ES, as medidas serão mais restritivas. Esperamos não chegar a esse ponto, mas se for preciso era será adotada. Por isso pedimos que as pessoas fiquem em casa”, finalizou.

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