Aos números: nesta terça-feira (2), por coincidência, os dois Estados tiveram números recordes de mortes pela doença. Com uma população de 4.018.650 de habitantes (estimativa 2019/IBGE), o
Espírito Santo teve o registro de 36 óbitos ante 327 de
São Paulo, o Estado mais populoso do país, com 45.919.049 habitantes.
O Espírito Santo, que tem apenas 8,75% da população do gigante paulista, apresenta, proporcionalmente, mais mortes diárias (25% a mais). Ou seja, se o ES tivesse a população de SP, estaríamos contabilizando 411 óbitos na terça-feira, 84 mortes a mais que o Estado governado por
João Dória (PSDB) teve.
Os números são eloquentes e revelam como a pandemia está numa tendência de grande crescimento no Espírito Santo. Comparemos o dia de hoje (3), marcado pelo recorde de novos registros da doença no Estado: segundo o
Painel Covid-19, são 970 novos casos nas últimas 24 horas, recorde absoluto. Isso representaria, se fosse considerada a população paulista, mais 11.119 casos da doença naquele Estado da federação.
Mesmo levando-se em conta todo o período da pandemia da Covid-19, os índices são assustadores. Proporcionalmente à população, o ES, com 16.121 casos, está muito à frente de São Paulo, que registrou 118.296. Neste caso, o Espírito Santo teria 184.206 casos, 65.910 ocorrências a mais que o território paulista. Ou seja, 55,71% a mais de registros da doença.
Portanto, esse números mais precisos devem servir de alerta e reflexão ao povo e às
autoridades do Espírito Santo: estamos cumprindo de forma adequada o isolamento social? É hora de flexibilizar o funcionamento do comércio e de outras atividades? Estamos preparados para enfrentar o aumento exponencial de novos casos? Essas respostas, levando-se em conta o drama pelo qual o ES e seu povo estão passando, não devem ser demorar muito a ser dadas.