ASSINE

Coronavírus no ES: Região Metropolitana tem só 50 leitos de UTI livres

Área, conforme classificação da Sesa, engloba 21 municípios, incluindo a Grande Vitória

Publicado em 03/06/2020 às 19h10
Atualizado em 03/06/2020 às 21h33
Governo libera 60 leitos de UTI para tratamento do novo coronavirus no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra
Disponibilidade dos leitos já inclui as expansões feitas no setor privado e filantrópico do Estado. Crédito: Divulgação | Governo do ES

Restam apenas 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) livres na Região Metropolitana do Espírito Santo. Das 412 vagas disponibilizadas, 362 já estão com pacientes – o que equivale a uma taxa de ocupação de 87,86%. Os dados foram atualizados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) nesta quarta-feira (3).

Essa área, na classificação feita pela Sesa, abrange 21 municípios capixabas (veja lista no final da matéria), incluindo toda a Grande Vitória, onde se concentram aproximadamente 75% dos casos confirmados do novo coronavírus e 81% dos óbitos. Números atualizados da Covid-19 no Estado mostram que mais de 16 mil pessoas foram contaminadas e 698 perderam a vida.

79,22%

é a taxa de ocupação geral da Região Metropolitana de Saúde do Espírito Santo

No que diz respeitos à disponibilidade de leitos de enfermaria, a Região Metropolitana de Saúde também apresenta o pior cenário do Espírito Santo, com uma taxa de ocupação de 72,19%. Do total de 507 estruturas ofertadas, 366 estão ocupadas e 141 livres.

Sobre esta alta taxa de ocupação, o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que há a opção de transferir os pacientes, em caso de escassez de leitos. “Em duas ou três horas, se chega a qualquer município de referência para a Covid-19. Eu consigo garantir o acesso de um paciente da Grande Vitória em Aracruz, por exemplo”, explicou.

Ambulância do Samu
Transferir pacientes da Covid-19 demandaria um trabalho extra para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Crédito: João Paulo Roceti

No entanto, tal logística é vista com preocupação pelo intensivista Henrique Bonaldi, que garantiu que “essa transferência não vai poder ser feita em pacientes graves ou gravíssimos”. Segundo ele, o Estado também apresenta outras limitações: “Não há ambulâncias suficientes e adequadas para fazer esse serviço sem oferecer riscos à própria equipe da saúde".

O CENÁRIO NO ESTADO

Depois da Região Metropolitana, a gravidade é maior na Região Norte, onde 73,2% dos leitos, incluindo os de tratamento intensivo e clínico, já estão em uso. A situação com menor pressão é a da Região Sul, onde o mesmo índice gira em torno dos 32%. Atualmente, no Estado, a taxa de ocupação é de 75,31%.

Caso esse número supere o patamar de 91%, o Espírito Santo pode decretar lockdown de até 21 dias nos municípios classificados como de risco extremo. Conforme a atual matriz de risco adotada pelo Governo Estadual, a ocupação dos leitos de UTI classifica as cidades, junto da incidência de casos, da porcentagem da população idosa e do índice de isolamento social.

REGIÃO METROPOLITANA DE SAÚDE

De acordo com o Governo do Estado, a Região Metropolitana de Saúde é composta pelos seguintes municípios: Afonso Cláudio, Brejetuba, Cariacica, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Fundão, Guarapari, Ibatiba, Itaguaçu, Itarana, Laranja da Terra, Marechal Floriano, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Serra, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Velha e Vitória.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.