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Covid-19: ao menos 15 grávidas já morreram da doença no ES

Um total de 15 gestantes já morreram de Covid-19 desde o início da pandemia no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, referência para tratamento da doença no Espírito Santo

Publicado em 01/04/2021 às 02h00
Atualizado em 01/04/2021 às 02h02
Imagens da chegada dos pacientes de Manaus infectados pelo coronavírus ao Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra
Doença tem deixado um rastro de morte, que inclui mães que acabaram de dar à luz aos filhos. Crédito: Fernando Madeira

José não conheceu a mãe. O menino nasceu há pouco mais de um mês, em um parto prematuro. Depois da cesárea, Taíssa precisou ser intubada, foi levada para a UTI e faleceu menos de 30 dias depois. José, assim como outros 14 bebês no Espírito Santo, ficou órfão por causa da Covid-19.

Pelo menos 15 grávidas já morreram de Covid-19 desde o início da pandemia no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, referência para tratamento da doença no Espírito Santo. Seis delas - incluindo Taíssa - morreram nos últimos três meses. As informações são do G1 Espírito SantoOs números também mostram que tratam-se de mulheres jovens, com média de idade de 28 anos, e que ao contrário dos filhos não resistiram à doença. Dos 15 bebês órfãos, sete tiveram Covid-19 depois do parto e todos evoluíram bem.

De acordo com coordenadora da obstetrícia do Hospital Jayme Santos Neves, Rosângela Maldonado, o parto prematuro, nesses casos, é uma forma de salvar os bebês e dar continuidade ao tratamento das mães.

"Quando você precisa intubar uma gestante para melhorar a função ventilatória, há de se convir que a barriga grande, o útero, dificulta a expansibilidade do pulmão. Então, se impõe a necessidade de tirar o bebê, mesmo que prematuro, para dar chance dessa gestante fazer um tratamento mais adequado possível", explicou a médica em entrevista ao G1 ES.

Para a obstetra, as gestantes têm evoluído com cada vez mais para estados mais graves da Covid-19. "Nos parece que as gestantes estão cada vez mais graves. As novas variantes são mais violentas e têm atacado, sobretudo, pessoas mais jovens. As gestantes estão nesse grupo de risco, com uma idade menor", afirmou Rosângela Maldonado na entrevista.

Sem a mãe, José agora tem ao lado o pai e o irmão Heitor, de 3 anos. Diante de uma pandemia que parece longe do fim, a perda deixa um rastro de tristeza. "Meu filho não é o primeiro, nem vai ser o último a perder a mãe", conclui o pai de José, o policial Victor Gatto. 

Com informações de Naiara Arpini, do G1 ES

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