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Publicitária que teve parto prematuro após pegar Covid morre no ES

Taíssa Souza, de 30 anos, moradora de Vila Velha, não resistiu às complicações da doença e morreu na manhã da última quinta-feira (11). A informação foi compartilhada nas redes sociais do marido de Taíssa, o policial militar Victor Gatto

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 15/03/2021 às 10h44
Atualizado em 15/03/2021 às 10h44
Ela teve um parto prematuro após se contaminar
Taíssa Souza, moradora de Vila Velha, não resistiu às complicações da Covid-19. Crédito: Reprodução Instagram / Letícia Kirch

Quase um mês após ter um parto prematuro depois de ser diagnosticada com o coronavírus, a publicitária Taíssa Souza, de 30 anos, moradora de Vila Velha, não resistiu às complicações da doença e morreu na manhã desta quinta-feira (11). A informação foi compartilhada nas redes sociais do marido de Taíssa, o policial militar Victor Gatto. O bebê, que nasceu com apenas sete meses de gestação, segue internado.

Taíssa foi internada no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, no sábado de Carnaval, dia 13 de fevereiro. Segundo a família, ela apresentava sintomas como cansaço e dificuldade de respirar. Dois dias depois, na segunda-feira de Carnaval (15), Taíssa foi transferida para uma UTI.

Na Quarta-Feira de Cinzas, fizeram uma cesárea e o filho nasceu com apenas 30 semanas de gravidez. O bebê, chamado de José, foi encaminhado para uma UTI Neonatal (Utin). Depois do parto, Taíssa precisou ser intubada.

A criança também permaneceu internada, mas seguiu evoluindo bem e deve ter alta nos próximos dias, segundo familiares. Como havia risco de o bebê ter se contaminado, José ficou em isolamento sem receber visita por 15 dias após o parto. Já a mãe foi apresentando piora nas últimas semanas. "O que precisamos nesse momento são orações e pensamentos positivos", escreveu o marido há duas semanas.

No dia 27 de fevereiro, Victor Gatto divulgou novas informações sobre a esposa. O policial militar contou, no dia, que a saturação de Taíssa estava muito ruim, "mesmo com a máquina trabalhando em 100% da sua capacidade".

"Neste momento, o que podemos fazer é continuar orando e pedindo a Deus para que essa tormenta passe logo (...) Se tiver 1% de chance, teremos 99% de fé", disse o marido nas redes sociais.

Na última quinta-feira, um irmão do policial militar usou o perfil de Victor no Instagram para comunicar a morte de Taíssa. "Agradeço a todos vocês que sofrem com a gente. A dor da perda é irreparável e pensar nos planos interrompidos é angustiante. Nenhuma palavra descreve esse momento. Apenas o tempo irá curar essa ferida", escreveu.

Ela teve um parto prematuro após se contaminar
Taíssa Souza, moradora de Vila Velha, não resistiu às complicações da Covid-19. Crédito: Reprodução Instagram / Letícia Kirch

A reportagem de A Gazeta conversou com a cunhada de Taíssa e irmã de Victor, a psicóloga Gabriela Gatto, que citou o drama da família para fazer um alerta para a população.

"As pessoas só sabem como é esse sofrimento quando passam por ele. Um familiar que você não pode ver, não pode estar do lado, não pode enterrar direito. As pessoas são egoístas demais para não pensar no sofrimento do outro. Vimos carreatas para não fechar nada. Algum familiar de quem protestava morreu? Perdeu algum familiar que deixou crianças, filhos? Muitas pessoas só conseguem aprender na dor", afirmou a psicóloga.

Taíssa e Victor moravam no bairro Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha. Eles estavam casados desde 2016, mas se conheciam há 15 anos. Além do pequeno José, que nasceu em fevereiro, os dois também tiveram um outro filho, o Heitor, que tem três anos.

Segundo a psicóloga, a família está abalada e saber como reconstruir o futuro. "A gente está meio perdido. Meu irmão não consegue ir para o apartamento onde morava porque tudo lembra a perda. Meu sobrinho não consegue compreender o que é a morte e fica pedindo ao papai do céu para trazer a mãe de volta", lamentou a cunhada da vítima.

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