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Covid-19: 113 pacientes estão na fila por leitos em hospitais do ES

Nesta terça-feira (30), 113 pessoas esperavam por vaga em um leito de tratamento intensivo ou de enfermaria na rede pública

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 30/03/2021 às 21h43
Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, recebe trinta e seis pacientes com Covid-19 vindos de Manaus
Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, recebe trinta e seis pacientes com Covid-19 vindos de Manaus. Crédito: Fernando Madeira

A pressão sobre o sistema de saúde pública no Espírito Santo já não suporta mais atender rapidamente os pacientes infectadas pelo coronavírus. Nesta terça-feira (30), 113 pessoas aguardavam a liberação de vagas em leitos de tratamento intensivo ou de enfermaria hospitalar da rede pública.

A informação foi repassada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Do total que aguardam, 103 pacientes esperam por vaga em enfermaria na rede pública, sendo que 7 pessoas já estão aguardando há mais de dois dias.  Outros 42 doentes estão na fila por um leito há um  dia e 54 esperam há menos de 24 horas. 

Outros 10 contaminados pelo coronavírus estão em estado grave de saúde e precisam de uma vaga em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)

Até as 19 horas de terça-feira (30), o Samu 192 há havia realizado 87 atendimentos que resultaram em internações hospitalares e ainda tinha 72 pedidos em atendimento para pacientes graves suspeitos de Covid para serem encaminhados para ps Pronto-Atendimentos (PAs) e hospitais.

O secretário Estadual de Saúde, Nésio Fernandes, explicou como funciona o processo de regulação de leitos.

"Os pacientes passam por um período de avaliação dentro das unidades pré-hospitalar, as UPAs e os PAs. Quando um profissional médico considerar que aquele paciente precisa de um recurso hospitalar, seja leito de enfermagem ou UTI, ele acessa o sistema estadual de regulação da rede própria da Sesa. Onde há cobertura do Samu, esse paciente grave é removido para os hospitais de referência quando em caso grave.  Quando o caso não é grave, o médico regulador vai solicitar informações autorizando ou não  a remoção do paciente", detalhou. 

Fernandes pontuou que o hospital tem um tempo de resposta, após o leito ser solicitado, para dizer se aceita ou não o paciente. 

GRANDE VITÓRIA

Dados dos municípios da Grande Vitória mostram que o número de internados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Pronto Atendimentos que aguardam transferência pode ser ainda maior. 

Grande parte desses números são pessoas com Covid-19, mas há também quem precise de atendimento médico especializado devido à gravidade de saúde ocasionada por outras doenças.

Na Serra, há 57 pacientes somente com o diagnóstico de Covid-19 nos leitos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade aguardando transferência, sendo 35 para leitos de UTI.

Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde informou que há 42 pacientes esperando um leito de internação hospitalar nos Pronto Atendimento da Praia do Suá e de São Pedro. Destes, 27 são pacientes com Covid-19 e  7 precisam de UTI devido ao agravamento da infecção.

Ainda na região metropolitana, Cariacica possui 42 pacientes no Pronto Atendimento de Alto Lage, único da cidade,  internados à espera de uma vaga em hospital. Desses, 5 estão no setor de emergência.

Em Vila Velha, há 14 pessoas doentes esperando uma vaga de UTI e outros 36 para ter acesso à enfermaria de um hospital.  Elas estão nos Prontos Atendimentos de Cobilândia e na Glória, sendo que neste último há pacientes aguardando há seis dias, segundo informou a prefeitura. 

Em Viana,  23 doentes por Covid-19 estão recebendo o atendimento básico no pronto atendimento municipal. São 10 pacientes precisando de UTIs e esperando há 24 horas, enquanto outros 13 estão aguardando por enfermaria hospitalar.

Em Guarapari, nenhum paciente aguarda por leito de UTI, mas 20  pessoas estão internadas, algumas há cinco dias, esperando pela liberação de vagas em hospital pela Central de Vagas Estadual.

O QUE DIZ A SESA 

Questionada sobre os números das prefeituras, a Secretaria de Saúde (Sesa) disse que o número apresentado pelos municípios inclui pacientes já com solicitações pendentes de avaliação, disponibilidade de leitos e transferência, mas que, no entanto, nem todas as solicitações preenchem critérios de internação.

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