A boa notícia veio: com os dados de 2025 consolidados pela Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP), confirmou-se que o ano de 2025 recolocou o Espírito Santo, após seis anos, como o segundo maior produtor de petróleo do Brasil. São Paulo, que até então ocupava o posto, ficou na terceira posição, com o Rio de Janeiro se mantendo na liderança.
Mas a mudança de colocação não se refletiu necessariamente na participação, como mostrou o colunista Abdo Filho. A produção no Espírito Santo respondeu por 5,12% da nacional, com São Paulo responsável por 4,89%. Enquanto isso, o Rio de Janeiro chegou aos robustos 87,8%.
Quando esses percentuais são confrontados com os de 2021, fica evidente o crescimento do Rio, que detinha 80,6% naquele ano, enquanto São Paulo e Espírito Santo respondiam por 9,36% e 7,25%, respectivamente. Ou seja, a notícia boa tem suas ressalvas.
O que é uma má notícia é a paralisação da produção do navio-plataforma Maria Quitéria desde dezembro, o que pode se prolongar até o fim de fevereiro. A operação no Litoral Sul do Estado começou em outubro de 2024 e atingiu metade do potencial de produção em julho do ano passado. A expectativa era de que atingisse o auge neste ano de 2026, com 100 mil barris de óleo por dia. A paralisação, em função de um problema no transporte interno de gás, vai ter impacto relevante na produção deste ano.
Como a produção capixaba, apesar da segunda colocação, ficou colada na paulista em 2025, será um desafio para o Estado se manter na posição. Em novembro, ainda sem o impacto da paralisação, a Petrobras previa para 2026 um incremento de 60 mil barris/dia no Campo de Jubarte, o mais produtivo da história do petróleo capixaba.
Também há expectativa de a Prio começar a extrair petróleo este ano em Wahoo, no Litoral Sul, com 40 mil barris diários a mais na produção capixaba. Em setembro, a previsão da petroleira era a retirada do primeiro óleo entre março e abril de 2026.
2026 coloca o setor de petróleo capixaba mais uma vez em perspectiva. No ano passado, a Petrobras em seu plano de negócios apostou na retomada do auge da produção de petróleo no Espírito Santo. Ou seja, há investimentos planejados, o que pode ser uma esteira para que as boas notícias superem as más.
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