No último sábado (31), o município da Serra passou a contar com 10 estações de bicicletas compartilhadas, integrando-se ao sistema que já funciona em Vitória e Vila Velha. Assim, o usuário vai poder retirar o veículo em um município e devolver em outro, como já ocorre com quem usa a Ciclovia da Vida, na Terceira Ponte.
É uma notícia boa por ampliar as opções de transporte metropolitano, replicando o que já acontece em muitos centros urbanos do mundo. O uso da bicicleta precisa ser estimulado e facilitado, com a oferta de serviços e de infraestrutura viária. E é nesse sentido que ainda há o que melhorar para quem decide sair da Serra e vir para Vitória em duas rodas, ou vice-versa.
Se a Ciclovia da Vida, que conecta Vitória e Vila Velha, foi uma obra ousada que chega a atingir 70 metros de altura no vão central da Terceira Ponte, o acesso entre Serra e Vitória por terra ainda é precário.
Pela Rodovia das Paneleiras, há uma ciclovia que chega até a altura do Rodovia do Contorno. Dali em diante, o trecho que correspondia à BR 101 foi municipalizado, passando a se chamar Avenida Mestre Álvaro, e não conta com ciclovia, o que seria essencial para uma melhor conexão com os bairros.
Também não há ciclovias nas duas conexões de Jardim Camburi com Bairro de Fátima: tanto na Avenida Norte-Sul, na qual a ciclovia de Vitória deixa de existir no limite dos municípios, quanto na entrada da Avenida José Rato. Em 2018, uma ciclovia chegou a ser anunciada na principal avenida de Bairro de Fátima, mas não saiu do papel.
Entre Cariacica e Vila Velha, no corredor exclusivo de 6,5 quilômetros do Sistema Transcol está prevista também uma ciclovia ligando os municípios. Assim como já foi anunciada uma ciclovia para as Cinco Pontes, entre Vitória e Vila Velha. Como a Grande Vitória é uma conurbação, na qual os limites dos municípios praticamente inexistem, criar essa infraestrutura é beneficiar o cidadão que trafega de uma cidade para outra.
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