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Prio recebe licença para ligar poço no ES e prevê primeiro óleo para abril de 2026

Prio recebe licença para ligar poço no ES e prevê primeiro óleo para abril de 2026

Com projeto de mais de R$ 4,7 bilhões no campo de Wahoo, petroleira se prepara para fazer a interligação do poço no ES com FPSO Frade, no Rio de Janeiro

Publicado em 16 de setembro de 2025 às 12:16

O projeto bilionário da Prio, maior empresa independente de petróleo e gás do Brasil, no Sul do Espírito Santo, teve mais um avanço nesta semana. A empresa informou, na segunda-feira (15), que recebeu a licença de instalação — necessária para iniciar a construção submarina e a interligação do campo ao FPSO Frade – do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). 

Em julho, a Prio já tinha recebido a licença prévia para o sistema de desenvolvimento da produção do campo de Wahoo, no Sul do Espírito Santo, e interligação dos poços ao FPSO Frade, no Rio de Janeiro.

Sonda Hunter Queen perfura campo de Wahoo, no ES
Sonda Hunter Queen perfura campo de Wahoo, no ES Crédito: Divulgação/Prio

Em fato relevante divulgado na segunda, a Prio informou ao mercado que vai iniciar a construção submarina e do tie back do campo ao FPSO e estima a retirada do primeiro óleo entre março e abril de 2026, com quatro poços produtores. A empresa informou ainda que já contratou e notificou, para a vinda ao Brasil, a embarcação responsável pelo lançamento da linha rígida. A expectativa para a chegada é o mês de outubro.

O óleo retirado em Wahoo será processado na FPSO Frade por uma conexão submarina de cerca de 35 quilômetros, chamada de tie back, uma tecnologia considerada inédita no país.

"A Prio estima o first oil (primeiro óleo) entre março e abril de 2026, com quatro poços produtores. Os poços injetores serão perfurados e conectados em seguida. O custo total do desenvolvimento está estimado em US$ 870 milhões (R$ 4,6 bilhões), após mudanças de cronograma e escopo do projeto ao longo da sua concepção e execução", informou.

No último comunicado, o valor do projeto estava estimado em US$ 850 milhões. O projeto da Prio para Wahoo prevê a produção de 40 mil barris de óleo por dia. O projeto já movimentou cerca de R$ 1 bilhão na cadeia de fornecedores locais. 

Mec Show 2025
Mec Show 2025 Crédito: Carlos Alberto Silva

O campo de Wahoo é o primeiro perfurado do zero pela petroleira carioca, que, tradicionalmente, atua com campos maduros na Bacia de Campos. Além do tie back, o projeto de Wahoo traz outras inovações. Uma delas é a tecnologia "fishbone", que será usada pela primeira vez no Brasil para completação de poços, que aumenta a produtividade através da injeção de ácido na formação.

Para isso serão usadas três embarcações, que já estão contratadas e sendo preparadas para a instalação. Uma delas é própria da Prio e já está no Brasil; outras duas virão da África. As embarcações serão responsáveis por lançar linhas rígidas para escoamento de óleo, linhas flexíveis e estruturas submarinas maiores.

A Prio, que opera outros campos no Rio de Janeiro, tem no projeto no Espírito Santo uma projeção de dobrar o volume da produção de petróleo, alcançando 200 mil barris por dia em 2026.

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