O navio plataforma Maria Quitéria, o mais novo da frota da Petrobras no Espírito Santo, está com a produção parada desde meados de dezembro. Em funcionamento desde o final de 2024 e com capacidade para 100 mil barris por dia, a estrutura opera no campo de Jubarte, no Parque das Baleias, Sul do Espírito Santo. Trata-se de um banho de água fria nas expectativas de aceleração da produção de óleo e gás natural no mar capixaba.
Em comunicado feito ao governo estadual, a Petrobras informou que a decisão teve de ser tomada porque houve um problema no transporte interno de gás. A expectativa é de que a paralisação dure cerca de 70 dias, portanto, até o final de fevereiro. "É uma plataforma de boa capacidade em um campo bastante produtivo do pré-sal, portanto, os impactos na produção são relevantes. Nosso time fez as contas e a queda na arrecadação de royalties e participações especiais, caso a parada seja mesmo de 70 dias, deve ficar em R$ 180 milhões. Não é pouca coisa", disse o secretário de Estado da Fazenda, Benício Costa.
Ele lembra que é o segundo ano consecutivo que o Estado vê frustrada as suas expectativas em cima da indústria do petróleo. "A Maria Quitéria chegou no último trimestre de 2024, por isso, acreditávamos em um 2025 muito melhor na indústria de óleo e gás. Mas, por questões diferentes, a produção não engrenou, principalmente no primeiro semestre. Só vimos melhora no segundo semestre de 2025. Agora, tem essa paralisação. Os problemas são diferentes, mas o impacto é muito parecido", lamentou o secretário.
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