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Leonel Ximenes

Prédio onde funciona tradicional loja de Vitória vai a leilão

Fundada há 47 anos, empresa é referência na história comercial da capital capixaba

Públicado em 

12 fev 2026 às 18:46
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Prédio onde funciona tradicional loja de Vitória vai a leilão
Prédio onde funciona a Celga, na Praia do Canto, em Vitória Crédito: Vitor Jubini | A Gazeta
O imóvel onde está instalado o tradicional Armarinho Celga, na esquina da Reta da Penha com a Rua Aleixo Neto, na Praia do Canto, vai ser leiloado pela Justiça Estadual de Vitória. O valor mínimo está estipulado em R$ 12 milhões.
O primeiro certame será realizado em 2 de março, às 11h, em formato eletrônico, e será conduzido pela leiloeira Hidirlene Duszeiko (HD Leilões). Caso não seja arrematado nesta primeira etapa, poderá ser comprado no segundo leilão pela metade do valor - R$ 6 milhões.
O edifício “Celga Cruz”, distribuído em três pavimentos, tem área total construída de 715,60 m² e fica em uma das áreas mais valorizadas da Capital.
O armarinho Celga foi fundado há 47 anos pelo empresário Paulo Celga, que morreu em 4 de fevereiro de 2018, aos 63 anos de idade. A mulher dele, Márcia Celga, que também administrava a loja, morreu aos 67 anos, em 31 de dezembro de 2023, véspera de Ano-novo.

REFERÊNCIA NO COMÉRCIO

A loja tornou-se referência na Grande Vitória no segmento de aviamentos, tecidos, botões, linhas e materiais para artesanato, fazendo parte da memória comercial da capital capixaba.
A coluna conversou na tarde desta quinta-feira (12) com Valdete Barbosa, atual proprietária da loja. Ela falou que o armarinho vai continuar funcionando, independentemente do resultado do leilão.
Segundo ela, o seu comércio poderá continuar no mesmo local, dependendo de negociações com o futuro proprietário, ou mudar-se para outro ponto comercial. “O importante é que a loja, que é tradicional na cidade, vai continuar”, afirmou. Ela não quis informar quantos funcionários trabalham na empresa atualmente.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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