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Prefeito eleito em Vitória, Pazolini quer escola cívico-militar na Capital

Lorenzo Pazolini (Republicanos) disse que há demanda da população, mas que modelo não será imposto. Caberá aos pais escolher matricular os filhos ou não

Publicado em 30/11/2020 às 17h40
Atualizado em 30/11/2020 às 17h40
Delegado Pazolini (Republicanos) é eleito prefeito de Vitória.
Lorenzo Pazolini comora eleição para a Prefeitura de Vitória em seu comitê de campanha em Jardim da Penha. Crédito: Vitor Jubini

Eleito prefeito de Vitória no último domingo (29), o deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos) diz que vai trabalhar para viabilizar a implementação de uma escola cívico-militar na Capital. O modelo é uma das principais bandeiras educacionais da gestão do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

"Se o governo federal nos auxiliar, puder fazer um convênio, transferir verba, ajudar, e nós tivermos orçamento para fazer, nós iremos fazer. Vamos trabalhar para viabilizar", disse durante entrevista para Rádio CBN Vitória, na manhã desta segunda-feira (30). "Estou aberto a toda boa proposta para a cidade, sem viés ideológico, sem construção enviesada."

Durante toda a campanha eleitoral, Pazolini passou ao largo do discurso ideológico. Em momentos que foi questionado sobre seu alinhamento com o governo federal, fugiu. Logo após resultado nas urnas, voltou a afirmar: "Não esperem de mim construções ideológicas." 

De acordo com o prefeito eleito, há demanda na cidade para a implantação de escolas cívico-militares, que já existem em dois municípios no Estado: Viana e Montanha. Ele ressaltou, contudo, que não será um modelo imposto aos pais. 

 "O pai ou mãe são soberanos, eles vão decidir. Se eles entenderem que o filho deve seguir o modelo tradicional, padrão, que dá resultado, que ele siga, vai ser valorizado. Se ele entender que é o momento do filho ingressar na escola cívico-militar, nós, como prefeitura, iremos disponibilizar", declarou. 

Escolas cívico-militares têm gestão compartilhada entre militares e civis e preveem que militares da reserva atuem em tutorias e na área administrativa – e não como professores. Esse modelo segue a Base Nacional Comum Curricular estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC). 

O manual do MEC, além de estabelecer quais são as funções e obrigações dos servidores dentro das escolas, também lista as regras que devem ser seguidas pelos alunos, por exemplo, como devem se vestir e cortar o cabelo.

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