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Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 11:37
O secretário de Estado de Meio Ambiente e ex-deputado federal, Felipe Rigoni, deverá deixar o União Brasil, partido que presidiu até agosto de 2025, para integrar o Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. A troca de legenda foi informada em comunicado encaminhado pela assessoria de imprensa do secretário, na manhã desta quarta-feira (11). >
No texto da nota, Rigoni — cotado para disputar vaga de deputado federal no pleito deste ano — afirma que a volta para a sigla da qual se desfiliou em abril de 2021, "é fruto de muito diálogo e de lealdade política", em referência ao fato de hoje ser um dos integrantes da base aliada governista. >
No mesmo comunicado, além de enaltecer a presença de Casagrande como a principal liderança do ninho socialista em território capixaba, Rigoni ainda cita sua relação com outros nomes de destaque na legenda.>
"Comunico que, após muito diálogo e reflexão tomei a decisão de me filiar ao PSB, partido liderado pelo governador Renato Casagrande e nacionalmente por grandes amigos que tenho na política: a deputada Tabata Amaral e o prefeito de Recife, João Campos", afirma.
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A reportagem de A Gazeta apurou, também na manhã desta quarta-feira, que, nos bastidores, a saída de Rigoni do União não teria sido marcada por tumulto, mas ocorrido em suposto contexto de concordância mútua entre ele e o presidente e o atual presidente do partido e da Assembleia Legislativa do Estado (Ales), deputado Marcelo Santos. >
Logo após a divulgação do comunicado por Rigoni, a reportagem procurou Marcelo Santos, via assessoria de imprensa, para comentar a saída do secretário de Casagrande da legenda. Em caso de resposta, este texto será atualizado.>
Segundo dados da Executiva do União no Espírito Santo, Rigoni compõe, desde setembro do ano passado, o diretório no cargo de 2º vice-presidente do partido que um dia presidiu e pelo qual foi eleito deputado federal em 2018. >
Ainda em 2024, em movimentações marcadas por reviravoltas, Marcelo Santos, então no quadro do Podemos, sinalizou interesse em se filiar ao União e assumir o comando do partido em território capixaba. No bastidor, a informação era a de que a gestão do secretário de Meio Ambiente à frente do diretório estadual não estaria dando os resultados esperados pela cúpula da legenda.>
As articulações do presidente da Ales visando à presidência do União, em substituição a Rigoni, envolveram idas a Brasília para tratativas com o presidente nacional da sigla, Antonio Rueda, bem como sinalização de apoio ao projeto do governador Renato Casagrande de manter seu grupo político à frente do Executivo estadual, a partir da candidatura do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) ao governo em 2026.>
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