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Eleitores de Boa Esperança vão às urnas escolher novo prefeito neste domingo (1°)

Eleição suplementar é realizada na cidade após candidato mais votado nas eleições de 2020 ter candidatura barrada pelo TRE-ES

Colatina / Rede Gazeta
Publicado em 31/07/2021 às 09h49
Boa Esperança vai escolher um novo prefeito em 2021
Boa Esperança vai escolher um novo prefeito em 2021. Crédito: Rosi Bredofw

Os 10.369 eleitores de Boa Esperança, no Noroeste do Espírito Santo, voltam às urnas neste domingo (1º) para escolher os novos prefeito e vice-prefeito do município. A votação começa às 07h e vai até as 17h. Três candidatos disputam a eleição suplementar: Antônio José (Republicanos), Claudio Boa Fruta (DEM) e Fernanda Milanese (Solidariedade). 

A nova eleição ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negar, em abril deste ano, recursos contra a decisão que barrou o registro da candidatura de Romualdo Milanese (Solidariedade), candidato mais votado para prefeito em 2020. Com isso, todo os votos recebidos pela chapa foram anulados e uma eleição suplementar foi convocada.

VOTAÇÃO

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), os eleitores do município devem comparecer à seção eleitoral e levar um documento de identificação oficial com foto para votar ou apresentar o e-Título (caso tenham a foto cadastrada no aplicativo).

Em virtude da pandemia da Covid-19, é obrigatório o uso de máscaras nos locais de votação, álcool em gel antes e após o voto, e a adoção do distanciamento social. O TRE-ES sugere que os eleitores levem uma caneta para assinar o caderno de votação. Aproximadamente 100 pessoas vão trabalhar na eleição.

Quem não puder comparecer ao pleito tem até 60 dias após a votação para justificar a ausência. Acesse aqui mais informações sobre a Justificativa Eleitoral.

RESULTADO

De acordo com o TRE-ES, não existe estimativa de horário para o fim da apuração, já que a totalização de votos é feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TRE-ES). Cidades dos Estados de Minas Gerais, Ceará, São Paulo e Mato Grosso também realizam eleições suplementares neste domingo.

10.369 ELEITORES

PODEM VOTAR NAS ELEIÇÕES DE BOA ESPERANÇA

OS CANDIDATOS

 Antônio José (Republicanos), Claudio Boa Fruta (DEM) e Fernanda Milanese (Solidariedade) concorrem na eleição de Boa Esperança
Antônio José (Republicanos), Claudio Boa Fruta (DEM) e Fernanda Milanese (Solidariedade) concorrem na eleição de Boa Esperança. Crédito: Reprodução

ANTÔNIO JOSÉ

O agricultor Antônio José (Republicanos) tem 48 anos. Ele foi vereador do município entre 2017 e 2020. No pleito passado, ele não concorreu a nenhum cargo. A vice na chapa de Antonio José é Izael Marchiori (Republicanos).

CLÁUDO BOA FRUTA

O diretor de empresas Claudio Boa Fruta (DEM) tem 47 anos e disputou a eleição para prefeito de Boa Esperança em 2020 contra Romualdo Milanese. Ele obteve 41,57% dos votos válidos.  O vice da chapa é Lauro Vieira (PP), que já foi prefeito entre 2017 e 2020 e vereador por dois mandatos, entre 2005 e 2008 e entre 2013 e 2016.

FERNANDA MILANESE

A enfermeira Fernanda Milanese (Solidariedade) tem 36 anos e disputa pela primeira vez uma eleição. Ela é casada com Romualdo Milanese, o candidato que teve o registro de candidatura barrado pela Justiça Eleitoral. O vice da chapa é Leandro da Silva Cardoso (PDT).

ENTENDA O CASO DE BOA ESPERANÇA

Os eleitores de Boa Esperança voltam às urnas porque o candidato mais votado nas eleições de 2020, Romualdo Milanese (Solidariedade), teve a candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral e a decisão foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A Corte considerou que Romualdo estava inelegível na data em que se filiou ao Solidariedade, em abril do ano passado, para concorrer ao cargo de prefeito. O político havia sido condenado a três anos de inelegibilidade por improbidade administrativa. O caso recebeu o registro de trânsito em julgado (quando não há mais como recorrer) em 19 de maio de 2017.

A Justiça concluiu, portanto, que o prazo da condenação não havia se esgotado em abril de 2020. Com os direitos políticos suspensos, Milanese não poderia ter se filiado a nenhuma legenda e, por isso, não estaria apto a concorrer.

A chapa do Solidariedade, que tinha Rogério Vieira como vice, teve 58,73% dos votos válidos, mas os eleitos não foram diplomados nem tomaram posse porque o TRE-ES havia barrado a candidatura. 

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