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Boa Esperança, no Noroeste do ES, terá eleição suplementar em agosto

Romualdo Milanese (Solidariedade) foi o candidato a prefeito mais votado em 2020, mas nem chegou a assumir o cargo por decisão judicial

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 26/05/2021 às 20h55
Sessão do TRE-ES desta quarta-feira (26), Pleno aprovou calendário eleitoral de eleição suplementar
Em sessão do TRE-ES desta quarta-feira (26), Pleno aprovou calendário eleitoral de eleição suplementar. Crédito: Reprodução/Youtube

O município de Boa Esperança, no Noroeste do Espírito Santo, terá eleição suplementar no dia 1º de agosto de 2021. O pleito vai eleger o prefeito e o vice-prefeito que vão administrar a cidade até 2024. A data foi marcada, por unanimidade de votos dos membros do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), durante a sessão desta quarta-feira (26).

A eleição suplementar foi marcada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negar, no dia 15 de abril, o recurso de Romualdo Milanese (Solidariedade) e manter a decisão do TRE-ES de barrar a candidatura do político, anulando os votos recebidos pela chapa. A Corte Eleitoral considerou que, no momento da filiação ao Solidariedade, que se deu no início de abril do ano passado, Romualdo estava com os direitos políticos suspensos, devido a uma condenação por improbidade administrativa que o condenou a ficar três anos inelegível. Dentro desse período, não é permitido se filiar a uma legenda ou concorrer a cargo eletivo.

Enquanto o novo prefeito não é escolhido, permanece no comando da cidade interinamente o presidente da Câmara Municipal de Boa Esperança, Renato Barros (Solidariedade), aliado de Milanese.

O dia do novo pleito foi escolhido dentro de uma lista de datas possíveis, fixadas por uma resolução do TSE. Segundo o presidente do órgão, desembargador Samuel Meira Brasil Junior, o dia 1º de agosto está "proximamente viável" para que sejam cumpridos os atos correspondentes ao pleito, como arrecadação, propaganda eleitoral e prestação de contas.

"Considerando as preocupações em torno da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o calendário de realização de eleições suplementares de 2021, disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral, na forma da Portaria TSE n° 875/2020, e o tempo necessário para preparação de todos os atos correspondentes ao pleito, entendo que a data sugerida mostra-se mais acertada neste momento", assinalou em sua decisão.

Desde que o TSE negou o recurso de Milanese, os dois grupos políticos que concorreram no último pleito já começam a se articular para a nova corrida. Além deles, o ex-prefeito Lauro Vieira (PP) afirmou para A Gazeta, em 16 de abril, que poderia entrar na disputa.

Atores políticos do município apontam que a enfermeira Fernanda Milanese, esposa de Romualdo, estaria sendo preparada para disputar a eleição pelo Solidariedade. Romualdo continuaria participando das decisões sobre o município e tinha em sua casa uma espécie de "gabinete extraoficial", em que recebia moradores e até deputados estaduais. 

Quem deve enfrentar o Solidariedade é Cláudio Boa Fruta (DEM), que também disputou a eleição em 2020. Ele é apontado como nome certo na disputa. No ano passado, Boa Fruta teve 41,57% dos votos, contra 58,73% de Romualdo Milanese. O nome do ex-prefeito da cidade Lauro Vieira (PP), eleito em 2016 com o apoio de Milanese, também estava sendo ventilado nos bastidores como um possível candidato.

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