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Rotatividade

Líder de Casagrande na Assembleia será trocado de novo em menos de 4 meses

Com o anúncio do secretário do Trabalho, Bruno Lamas (PSB), de que irá retomar seu mandato na Assembleia em março, atual líder do governo, Freitas (PSB), deverá deixar a Casa e voltar para a suplência

Publicado em 13 de Janeiro de 2020 às 18:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 jan 2020 às 18:05
Casagrande terá duas baixas: na liderança do governo e na Setades. Ele ainda não definiu quem vai assumir o posto Crédito: Carlos Alberto Silva
* Esclarecimento: A reportagem havia sido publicada originalmente informando seria a 3ª troca de líder do governo em três meses. Na verdade, trata-se de uma segunda troca (com o terceiro líder diferente neste governo) e o prazo seria quatro meses contando da indicação de Eustáquio de Freitas em 30 de novembro até o início de março, quando Bruno Lamas deve reassumir o cargo de deputado.
Em março, o governador Renato Casagrande (PSB) deverá trocar pela segunda vez em quatro meses a liderança do governo na Assembleia Legislativa. A mudança se deve pelo retorno antecipado do deputado estadual Bruno Lamas (PSB), que ocupava o cargo de secretário de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), para o Legislativo. Com isso, seu suplente, Eustáquio Freitas (PSB), que ocupava a liderança de governo, deixa a Assembleia e a função ficará vaga.
Lamas já havia anunciado que deixaria a secretaria para disputar as eleições para prefeito da Serra. Contudo, a previsão era que o movimento só acontecesse em abril, quando termina o prazo para que candidatos se descompatibilizem de cargos públicos. O retorno antecipado para a Assembleia em março foi confirmado pelo próprio secretário pela reportagem.
A assessoria do governador disse que Casagrande ainda não definiu quem deve ocupar a secretaria a ser deixada por Lamas e nem quem assumirá a liderança do governo, função que é feita desde o início de dezembro por Freitas.
O parlamentar assumiu o posto no momento de maior tensão entre o governo e o Legislativo, após a eleição antecipada da mesa diretora da Casa. A antecipação do pleito já estava acordada entre Casagrande e o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), mas o desejo do governo é que ela só fosse feita em 2020. 
De surpresa, contudo, Musso convocou no fim de novembro a sessão preparatória para a eleição, que aconteceu 20 minutos após o anúncio, sem tempo para a inscrição de outra chapa. O próprio presidente, posteriormente, voltou atrás e anulou o pleito.
Nos bastidores, o argumento para o afastamento de Enivaldo era de que o então líder de governo pouco fez para tentar impedir a manobra comandada por Musso. O anúncio do governador foi feito pelo Twitter, em um gesto que foi considerado frio pelo próprio Enivaldo, que não poupou críticas a Casagrande na semana seguinte.
Enivaldo dos Anjos deu lugar a Freitas em dezembro do ano passado. Novo líder ainda não foi definido Crédito: Reprodução

NOVO LÍDER

Apesar do governador ainda não ter definido o sucessor de Freitas, nos bastidores os nomes cogitados para assumir o posto são os parlamentares do PSB na Assembleia Legislativa.
O próprio Lamas pode ser um dos escolhidos. Dary Pagung (PSB) e até o próprio Sergio Majeski (PSB), que é uma das apostas do partido para disputar a Prefeitura de Vitória, também foram lembrados.

FOCO NA CAMPANHA

Nas últimas semanas, Lamas estaria conversando com o partido e com o governador. A saída antecipada seria motivada pelo projeto de sua candidatura na Serra. “Ele alegou que a função executiva de uma secretaria exige muito tempo e não seria possível conciliar com os preparativos para sua candidatura. Ele nos fez o pedido e nós concordamos. O governador agora vai definir quem ocupará a secretaria, o PSB tem nomes a indicar, mas isso fica a cargo dele”, afirma o presidente do PSB no Estado, Álvaro Gavini.
Bruno Lamas disse que voltará para a Assembleia em março. "Vou ficar na secretaria até o final de fevereiro porque estamos construindo o comitê da primeira infância a ser desenvolvido junto com a polícia estadual e vamos publicar o edital do programa Incluir, que são ações em andamento. Quero finalizar o trabalho e entregar uma secretaria enxuta. Eu teria que sair de qualquer forma até abril, apenas antecipei para retomar o mandato e construir minha campanha para me candidatar à Prefeitura da Serra", comenta.
A Gazeta também procurou o deputado Eustáquio Freitas, mas não teve resposta até a última atualização desta matéria. 

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