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Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 16:53
A Câmara da Serra publicou, nesta terça-feira (20), edição do Diário Oficial do Legislativo com a exoneração de 14 servidores comissionados ligados ao gabinete do vereador Marlon Fred Oliveira Matos (PDT), preso preventivamente desde o dia 15 de dezembro do ano passado, após invadir, durante a madrugada, a residência da ex-namorada, no bairro Alterosas, também no município, e se envolver em uma série de agressões, ameaças e resistência à ação policial.>
As exonerações, por meio de portarias assinadas pelo presidente da Câmara da Serra, William Miranda (PDT), miram os cargos de apoio parlamentar, assessor parlamentar e assistente parlamentar, com salários variando entre R$ 2,5 mil e R$ 5,2 mil. A estrutura de gabinete do vereador pedetista, conforme dados do Portal de Transparência da Casa de Leis, contava com 10 assessores para atividades externas, enquanto outros 4 desempenhavam funções internas.>
O chefe do Legislativo serrano foi procurado na tarde desta terça-feira (20) para mais informações sobre as exonerações que atingem diretamente a estrutura de gabinete de seu correligionário. Entretanto, até a publicação deste texto, não havia retornado os contatos da reportagem.>
A defesa do vereador, por sua vez, informou ter recebido com surpresa a exoneração dos servidores do gabinete do parlamentar do PDT. Em conversa com a reportagem, o advogado Rafael Almeida de Souza ainda destacou que deverá procurar entender, junto à Casa de Leis, o que teria de fato ocasionado os atos da presidência da Câmara.>
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De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o parlamentar do PDT não aceitava o fim do relacionamento e teria tentado agredir o atual companheiro da ex-namorada dele. Militares foram acionados após denúncia feita pela irmã dela. >
Ainda conforme o registro, Marlon teria pulado o muro do imóvel, alcançado o segundo piso da casa e passado a gritar e ameaçar familiares, além de agredir com socos e chutes o atual namorado da ex-companheira. >
Quando os policiais chegaram na casa, a irmã da jovem autorizou a entrada e solicitou buscas por uma possível arma de fogo, já que, segundo ela, o parlamentar costuma portar armamento. No interior do imóvel, os policiais encontraram o vereador, que se recusou a sair do local e passou a coagir os familiares da ex-namorada. Eles disseram temer pelas próprias vidas.>
Os militares informaram o suspeito sobre a detenção naquele momento. Ainda assim, ele teria ameaçado os agentes. Segundo a PM, o vereador resistiu à prisão, deu socos nos policiais e chegou a ferir um soldado no olho esquerdo, sendo necessário o uso de uma arma de eletrochoque para contê-lo.>
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