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Caso Alice: adolescente baleado sumiu após ser atendido em hospital

Polícia tenta localizá-lo para que preste depoimento na condição de vítima; menina de três anos acabou morta neste domingo (9)

Publicado em 10/02/2020 às 19h00
Atualizado em 11/02/2020 às 00h03
Movimentação na rua onde a Alice, de três anos, foi morta neste domingo (09). Crédito: Caique Verli
Movimentação na rua onde a Alice, de três anos, foi morta neste domingo (09). Crédito: Caique Verli

Um adolescente de 17 anos que foi baleado, e seria o alvo de criminosos em uma perseguição que aconteceu neste domingo (9), desapareceu depois de ser socorrido no Pronto Atendimento da Glória, em Vila Velha. Também por causa dos disparos feitos pelos bandidos, a menina Alice da Silva Almeida, de apenas três anos, acabou morrendo.

Durante a perseguição, que ocorreu por volta das 20h, o rapaz entrou na residência onde a menina morava para fugir dos bandidos. Neste momento, de acordo com familiares de Alice, a família estava chegando em casa e a menina acabou atingida por tiros e não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a Polícia Civil, o adolescente “tomou destino ignorado” e está sendo buscado “para que preste depoimento na condição de vítima de tentativa de homicídio”. No entanto, até a tarde desta segunda-feira (10), ele ainda não havia sido localizado.  Nenhum suspeito de envolvimento no caso foi detido.

A casa onde o jovem foi baleado e a pequena Alice morta fica no bairro Dom João Batista e passou por uma perícia nesta segunda-feira (10). O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) e “diligências se iniciaram logo após o fato e seguem em andamento, com equipes nas ruas realizando buscas em diversos pontos”, afirmou a PC.

Na nota, a entidade também pede a colaboração das pessoas para o esclarecimento do crime. “O Dique-Denúncia é a melhor forma da população auxiliar a polícia com informações que levem à prisão de criminosos. O anonimato é garantido.” É possível registrar as denúncias pelo telefone 181 ou pelo site oficial.

PEDIDO DE SEGURANÇA

Na porta da Primeira Igreja Batista de Aribiri, onde a pequena Alice foi velada vestida de Branca de Neve, Maria Aparecida Celestino, que é prima da menina, ainda estava muito abalada pela perda, mas, ainda assim, falou em nome de toda a família e clamou por mais segurança na região.

Maria Aparecida Celestino, prima da Alice e técnica em enfermagem. Crédito: Larissa Avilez
Maria Aparecida Celestino, prima da Alice e técnica em enfermagem. Crédito: Larissa Avilez

Maria Aparecida Celestino

Técnica em enfermagem e prima de Alice

"É muita bandidagem. Saber que dentro da própria casa pode levar um tiro... Eu peço que as autoridades façam alguma coisa para que isso mude. Está todo mundo sofrendo. Não pode deixar que isso aconteça"

A costureira Lenir Reis, em meio a lágrimas, também adotou postura semelhante. “Não adianta ter mais polícia na rua depois que aconteceu. Precisa ter antes. É difícil ver policiamento por aqui. Espero que tomem uma providência. A Alice não é milha filha, mas estudava no mesmo colégio que a minha. Poderia ter sido ela”, desabafou.

TIO ASSASSINADO HÁ TRÊS MESES

A menina Alice não é a primeira vítima da violência na família. Em outubro do ano passado, o tio dela, Wesley da Ressureição Almeida, também foi assassinado nas proximidades do bairro Dom João Batista, em Vila Velha. Na época ele tinha somente 18 anos. Apesar de procurada, a Polícia Civil não retornou o contato a respeito das investigações acerca deste crime.

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