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Ataque no Centro: sobrevivente disse para a mãe que se abaixou ao ouvir os tiros

Dentro do veículo, o jovem foi o único a não ser atingido por nenhum dos mais de 40 disparos de arma de fogo. Dois homens morreram no ataque

Publicado em 06/10/2020 às 11h56
Mais de 40 disparos foram realizados
Ataque a carro no Centro de Vitória deixou dois mortos. Crédito: Vitor Jubini

Sobrevivente do ataque a um carro que matou duas pessoas no Centro de Vitória, um jovem de 23 anos conseguiu sair ileso e não ser atingido por nenhum dos mais de 40 disparos de arma de fogo porque se abaixou para esconder quando ouviu os tiros.

A reportagem de A Gazeta conversou com a mãe do sobrevivente, que não quis se identificar, por medo de represálias. O ataque aconteceu no último domingo (4) e resultou na morte do técnico em Tecnologia da Informação, Kelvin Filgueiras da Silva, de 28 anos, e do motorista de aplicativo Adriano Ferreira do Amaral, de 39 anos, que conduzia o veículo.

As vítimas estavam em um carro vermelho na Avenida Governador José Sette, no Centro de Vitória, quando criminosos a bordo de um automóvel branco realizaram os disparos.

Mãe de sobrevivente

Mulher não quis se identificar

"Quando o carro onde eles estavam parou no sinal, o outro carro parou ao lado. Depois começaram os tiros e, quando meu filho ouviu os tiros, ele estava no banco do carona e se abaixou para esconder. Não sofreu nenhum ferimento por Deus, pela nossa oração"

O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), Alexandre Ramalho, afirmou que as investigações apontam que o crime é resultado de uma briga do tráfico de drogas entre duas comunidades: o Moscoso e o Cabral. As vítimas são do Moscoso.

A mãe do sobrevivente de 23 anos, porém, diz que o filho não tinha envolvimento com o tráfico. "Ele teve uma passagem pela polícia quando tinha 13 anos, mas já foi resolvido graças a Deus. Mas quando eles vêm dar ataque aqui, não escolhem quem está na reta. Não querem saber quem é e quem não é do tráfico. Tem morrido no morro muita gente inocente", desabafou a mãe.

O QUE DIZ A POLÍCIA

Procurada para falar sobre o crime, a Polícia Civil afirmou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória e que outras informações não serão repassadas para que a apuração dos fatos seja preservada.

"A Polícia Civil destaca que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia 181, que também possui um site, onde é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas, o disquedenuncia181.es.gov.br. O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas", destacou em nota enviada para A Gazeta.

O CRIME

Adriano, Kelvin e mais três amigos voltavam da Praia da Costa, em Vila Velha, com direção ao Moscoso, em Vitória. Adriano era motorista de aplicativo e estaria fazendo uma corrida particular para o grupo de quatro amigos. Todos os ocupantes do carro se conheciam, inclusive o motorista.

Quando seguiam em um Onix vermelho pela Avenida Governador José Sette, no Centro, foram abordados por um veículo branco. Dois ocupantes desceram do carro e dispararam mais de 40 vezes contra o Onix, do lado do motorista. Adriano morreu no local. Kelvin e outros dois jovens que estavam sentados no banco de trás foram atingidos. O técnico em Tecnologia da Informação não resistiu aos ferimentos. Os outros dois baleados foram internados no Hospital Estadual de Urgência e Emergência.

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