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Tudo que se sabe até agora

Mortes, pessoas fora de casa e destruição: os números da chuva no ES

495 pessoas ainda estão fora de casa por causa das chuvas. Espírito Santo deixou Estado de alerta máximo mas segue em atenção

Publicado em 16 de Novembro de 2019 às 11:22

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 nov 2019 às 11:22
Bairros Novo Horizonte (Cariacica) e Industrial (Viana) ficaram inundados  Crédito: Vitor Jubini
A chuva que atinge o Espírito Santo desde terça-feira (12) provocou vários estragos. Três pessoas morreram e 495 continuam fora de casa, sendo 290 desalojados e 205 desabrigados. Quase uma semana após as primeiras tempestades, o Estado deixou de estar em alerta máximo.
De acordo com balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) na manhã desta segunda-feira (18), nas últimas 24 horas, Afonso Cláudio foi o município que teve maior acúmulo de chuva, com 38,40 milímetros.  A Região Serrana, que estava entre uma das mais atingidas pelas chuvas, não registrou grandes volumes de água.

DESALOJADOS E DESABRIGADOS

Viana e Cariacica são os municípios com maior número de pessoas fora de casa. Em Viana, 153 pessoas estão desabrigadas e vivem agora em abrigos disponibilizados pela prefeitura, enquanto outras 81 estão desalojadas e buscaram abrigo na casa de parentes. Já Cariacica tem 36 desabrigados e 50 desalojados. 

Desabrigados (205)

  • Viana - 153
  • Cariacica - 50
  • Domingos Martins - 2

Desalojados (290)

  • Viana - 81
  • Domingos Martins - 54
  • Cariacica - 36
  • Vila Velha - 33
  • Vitória - 25
  • Alegre - 24
  • Marechal Floriano - 15
  • Santa Leopoldina- 12
  • Piúma- 8
  • Bom Jesus do Norte - 2

LOCAIS COM RISCO DE DESLIZAMENTO

Na última semana, 10 cidades estavam sendo monitoradas pela Defesa Civil Estadual por apresentarem risco alto de deslizamento de terra. Agora, apenas Serra apresenta se encontra neste quadro. Anchieta, Vila Velha e Viana possuem risco moderado de deslizamento.
  • Serra- ALTO
  • Viana- MODERADO
  • Anchieta- MODERADO
  • Vila Velha- MODERADO

MORTES

Local onde casa foi soterrada em Santa Leopoldina Crédito: Sandra Reinholz Gonoring
Três pessoas morreram devido às chuvas. Os casos foram registrados em Santa Leopoldina e Cariacica. Em Santa Leopoldina, pai e filho morreram após um deslizamento de terra em uma propriedade rural, na última quinta-feira (15). O homem, Fabrício Caus, morreu soterrado. Já a criança, Lourenço Caus, 6 anos, morreu após ficar cinco dias internado no hospital. A mãe segue em recuperação. Já em Cariacica, um homem foi encontrado morto após ter a casa invadida por água em Novo Horizonte. A Polícia Civil disse que a causa da morte foi afogamento.

FERIDOS

Até o momento, 12 pessoas ficaram feridas. Seis delas foram socorridas em Santa Leopoldina e outras seis em Cariacica.

ROMPIMENTO DE BARRAGEM

Trabalho de escoamento de água da barragem em Marechal Floriano Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros do Espírito Santo
Após um trabalho de escoamento de água que durou ao todo 23 horas, a barragem Quinta dos Lagos, em Marechal Floriano, na Região Serrana do Espírito Santo, não corre mais risco de se romper. Por causa das fortes chuvas que atingem o Estado, desde quinta-feira (14), a represa estava com alto risco de rompimento. Vários moradores chegaram a ser retirados de suas casas.
Segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Estado, Carlos Wagner Borges, desde às 7h da manhã de sexta foi iniciado o trabalho para eliminar a água excedente, concluído na manhã deste sábado, por volta das 6h. Após isso, o coronel é categórico: "Não há mais risco nenhum de rompimento".
Na manhã desta segunda-feira (18), o nível do volume da represa voltou a preocupar moradores da região. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros voltou a atuar no local, esvaziando a água da barragem. 

BR 262 INTERDITADA

BR 262 apresenta fluxo lento por causa dos perigos na estrada devido à chuva Crédito: Lilian Lavagnoli
O trecho da BR 262, em Domingos Martins, que chegou a ser interditado por causa das chuvas na quinta (14), foi totalmente liberado no sábado (16). A previsão era de que o local ficasse interditado por três dias devido a deslizamentos de terra e barreiras nas estrada.

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