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Barragem em Marechal Floriano não tem mais risco de se romper

Barragem em Marechal Floriano não tem mais risco de se romper

Após trabalho de esvaziamento da represa que durou 23 horas, estrutura está totalmente segura e moradores já podem voltar para suas casas, segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Carlos Wagner

Publicado em 16 de novembro de 2019 às 10:33

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Trabalho de escoamento de água da barragem em Marechal Floriano. (Divulgação/Corpo de Bombeiros do Espírito Santo)

Após um trabalho de escoamento de água que durou ao todo 23 horas, a barragem Quinta dos Lagos, em Marechal Floriano, na Região Serrana do Espírito Santo, não corre mais risco de se romper. Por causa das fortes chuvas que atingem o Estado, desde quinta-feira (14), a represa estava com alto risco de rompimento. Vários moradores chegaram a ser retirados de suas casas.

Segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Estado, Carlos Wagner Borges, desde às 7h da manhã de sexta foi iniciado o trabalho para eliminar a água excedente, concluído na manhã deste sábado, por volta das 6h. Após isso, o coronel é categórico: "Não há mais risco nenhum de rompimento".

"Já está totalmente seguro. Após o trabalho dessa força-tarefa eliminamos dois metros de água da barragem, então demos por seguro", explicou. A barragem tinha atingindo o limite máximo de capacidade após as chuvas. Na quinta, uma outra represa de pequeno porte se rompeu em Marechal e  inundou ruas e bairros da cidade.

NÍVEL DEVE BAIXAR MAIS

Ainda de acordo com o Tenente-coronel, uma nova medição na barragem deve ser feita ao meio dia. A expectativa é de que  seja confirmada uma redução de três metros no nível de água, o que garante segurança aos moradores da região.

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Ao meio dia, a expectativa é que tenhamos reduzido três metros dessa represa. Isso nos dá condições de afirmar que há segurança para as pessoas do entorno

Carlos Wagner Borges
Tenente-coronel do Corpo de Bombeiros
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O tenente-coronel disse que o resultado se deu graças ao trabalho de uma verdadeira força-tarefa e agradeceu as pessoas com "mentes brilhantes" que ajudaram a resolver o problema e eliminar o risco. 

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A gente contou com ajuda da população local, que nos ajudou com tubos de irrigação, do município, da Defesa Civil e da Cesan, que chegou lá com uma bomba para retirar a água. O Espírito Santo é um Estado pequeno mas com mentes brilhantes que conseguem resolver grandes problemas como este

Carlos Wagner Borges
Tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do ES
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Com escoamento da água, nível da barragem já está abaixo dos canos instalados por moradores. (Reprodução | Instagram @celwagnerborges)

MORADORES JÁ PODEM VOLTAR

Carlos Wagner Borges afirmou que, com isso, os moradores que chegaram a deixar suas casas já podem retornar. "A maioria das pessoas já retornou e quem não fez pode voltar porque a estrutura está totalmente segura".

Como a barragem é muito próxima das casas, em caso de rompimento, cerca de 400 pessoas poderiam ser atingidas. Por isso o trabalho de retirada dos moradores. Desde a noite de sexta, porém, a Defesa Civil Estadual já havia suspendido a retirada das famílias de casas próximas à barragem por causa do trabalho esvaziamento.

VEJA VÍDEO DO TRABALHO DE ESCOAMENTO DA ÁGUA

REPRESA PARTICULAR

Os trabalhos para evitar o rompimento da barragem começaram na manhã de sexta-feira (14), quando uma equipe do Corpo de Bombeiros e representantes da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) iniciaram uma vistoria no local.

A represa é particular e tem estrutura de terra. A estimativa é que o volume de água estava em 14.609,15 metros cúbicos. 

Mapa mostra as duas barragens em Marechal Floriano. A menor delas rompeu na última quinta-feira (14). A maior está sendo monitorada pela Defesa Civil, ainda com risco de rompimento. (Divulgação/Corpo de Bombeiros do Espírito Santo)

Ao site Montanhas Capixabas, a empresária Edivania Aparecida Kuster Buback, do Viveiro Hortmudas, que fica logo abaixo da represa, informou que desde esta quinta havia começada a fazer a retirada de mudas de plantas e de tudo que é possível de dentro das estufas, que fica ao lado do córrego por onde passa a água que sai da barragem.

"Nosso investimento apenas com a estrutura é de mais de R$ 400 mil. Estamos tirando tudo que conseguimos. Todos os moradores  resolveram agir e começaram a instalar canos para escoar a água da represa”, disse Edivania ao site na quinta.

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