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Cerveja contaminada

Família de capixaba internado diz que não está recebendo ajuda da Backer

Familiares do engenheiro Luiz Felippe Teles Ribeiro, de 37 anos, que moram em Marataízes e Guarapari, foram para Belo Horizonte acompanhar o estado de saúde dele. Eles alegam que não estão recebendo auxílio da cervejaria

Publicado em 22 de Janeiro de 2020 às 11:32

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 jan 2020 às 11:32
Luiz Felippe Teles Ribeiro foi intoxicado após ingerir cerveja da Backer que estava contaminada Crédito: Reprodução
Família de capixaba internado diz que não está recebendo ajuda da Backer
Familiares do engenheiro Luiz Felippe Teles Ribeiro, de 37 anos, intoxicado após ingerir uma cerveja da Backer contaminada com dietilenoglicol, se mudaram temporariamente para Belo Horizonte, em Minas Gerais, onde o capixaba está internado. Contudo, os custos que a família está tendo para acompanhar de perto o quadro do Felippe estão saindo do próprio bolso. 
Ao contrário do que alega a Backer, a família do capixaba diz que não está recebendo nenhum auxílio da cervejaria. Em entrevista ao Jornal Nacional, a esposa de Luiz Felippe, Camila Demartini, cobrou assistência. 
Em entrevista ao Jornal Nacional, Camila Demartini falou sobre a falta de assistência da cervejaria Crédito: Reprodução/TV Globo
"No mínimo pagar todo o gasto dispendioso em relação à família dele, por ser de fora e estar aqui, precisando de se alimentar, se transportar, se abrigar. Todos os gastos, no mínimo, com saúde"
Camila Demartini - Esposa do capixaba
Luiz Felippe está internado desde o dia 30 de dezembro em um hospital particular da capital mineira. Ele foi hospitalizado ao passar mal após ingerir a cerveja Belorizontina com o sogro, que morreu uma semana após os primeiros sintomas. 
A família do capixaba mora em Marataízes, mas desde que soube do estado de saúde de Felippe, que é grave, se mudou temporariamente para Belo Horizonte. De acordo com o amigo da família, Edilson Júnior, até o momento a Backer não entrou em contato com nenhum deles.
"Os pais dele tiveram que alugar um apartamento perto do hospital e estão tendo gastos, porque são do Espírito Santo. Até agora nada da Backer, não fizeram nem mesmo uma ligação"
Edilson Júnior - Amigo da família

O QUE DIZ A BACKER

Mesmo após a família de Luiz Felippe dizer que não está recebendo assistência da Backer, a cervejaria alegou que estruturou uma equipe para prestar atendimento aos atingidos pela intoxicação por dietilenoglicol. Por meio de nota, a fábrica informou que está visitando pessoas hospitalizadas e familiares. Confira a nota:
Conforme anunciado na semana passada, a Backer estruturou uma equipe multidisciplinar para prestar atendimento aos atingidos pela intoxicação por dietilenoglicol e desde então tem atuado para acolher todas elas. Inclusive, as pessoas hospitalizadas e seus familiares estão sendo visitados pessoalmente por representantes da cervejaria. Até o momento, três famílias que já entraram em contato já foram visitadas. Para que tenhamos acesso a essas pessoas e possamos ajudá-las, é muito importante que entrem em contato por meio dos canais divulgados

ENTENDA O CASO

Já no início de 2020, a existência de uma doença misteriosa, que causava problemas renais e neurológicos, em Minas Gerais, começava a ser investigada em Minas Gerais. Oito pessoas haviam sido internadas com os mesmos sintomas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O caso evoluiu, e com ele a descoberta de que a doença misteriosa, na verdade, era uma intoxicação causada pela substância dietilenoglicol, usada no processo de resfriamento na fabricação de cerveja.
Cerveja Belorizontina da cervejaria Backer Crédito: Reprodução/Backer
Após análises da Polícia Civil, o composto, que é tóxico, foi encontrado em amostras da cerveja Belorizontina, da cervejaria Backer. Posteriormente, a presença da substância também foi confirmada no rótulo Capixaba, da mesma cervejaria e produzida no mesmo tanque e em outros 9 rótulos. 32 lotes contaminados já foram identificados pelo Ministério da Agricultura. Veja quais são:
Lotes da Backer onde já foi identificada a presença de dietilenoglicol Crédito: Divulgação/Ministério da Agricultura
Até quarta-feira (22),  22 casos estavam sendo investigados pela Secretaria de Saúde por suspeita de intoxicação por dietilenoglicol. Destes, quatro evoluíram para morte. Para saber mais sobre o caso, clique aqui.

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