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Sobe para 4 o número de mortes investigadas por cerveja contaminada

A Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais confirmou a morte de uma idosa, no dia 28 de dezembro, como um dos casos investigados por contaminação

Publicado em 16/01/2020 às 21h55
Atualizado em 16/01/2020 às 23h54
Técnicos do Ministério da Agricultura fecharam a fábrica da Backer nesta sexta-feira (10) . Crédito: Lucas Ragazzi | TV Globo
Técnicos do Ministério da Agricultura fecharam a fábrica da Backer nesta sexta-feira (10) . Crédito: Lucas Ragazzi | TV Globo

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou, na noite desta quinta-feira (16), a quarta morte investigada por suspeita de intoxicação por dietilenoglicol, substância encontrada na água usada para produção de cerveja da Backer

O caso estava sob investigação da Secretaria de Saúde e ainda não estava sendo contabilizado entre as notificações de intoxicação. A vítima é uma idosa de 60 anos, que morreu no dia 28 de dezembro, em Pompéu, interior de Minas Gerais.

Com isso, sobe para quatro o número de mortes e 18 o de pessoas internadas por uma possível contaminação após ingestão de cervejas da Backer. Todos os casos foram registrados em Minas Gerais, nos municípios de Belo Horizonte, Nova Lima, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá, Viçosa e Pompéu. 

LOTES CONTAMINADOS 

Até o momento, o Ministério da Agricultura encontrou 21 lotes contaminados em 8 rótulos diferentes da cerveja Backer. Além da Belorizontina e da Capixaba, a contaminação foi identificada nas cervejas Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2. Confira quais são:

Lotes e rótulos onde dietilenoglicol foi encontrado. Crédito: Divulgação/Ministério da Agricultura
Lotes e rótulos onde dietilenoglicol foi encontrado. Crédito: Divulgação/Ministério da Agricultura

MORTES NOTIFICADAS

A primeira morte notificada aconteceu no dia 7 de janeiro, em Juiz Fora. O bancário Paschoal Demartini, 55 anos, morreu duas semanas após ingerir a cerveja Belorizontina e sentir mal. Ele deu entrada no hospital com fortes dores abdominais e quadro de insuficiência renal. O genro dele, o engenheiro capixaba Luiz Felippe Teles, 37 anos, também foi contaminado e está internado em situação grave em Belo Horizonte. Nos dois casos, a substância dietilenoglicol foi encontrada no sangue das vítimas. 

Substância tóxica foi encontrada na cerveja Belorizontina, da Backer. Crédito: Laila Magesk
Substância tóxica foi encontrada na cerveja Belorizontina, da Backer. Crédito: Laila Magesk

A segunda morte foi confirmada nesta quarta-feira (15) pela Secretaria de Saúde. A vítima, que não teve a identificação divulgada, estava internada em Belorizonte. Nesta quinta-feira (16), duas novas mortes foram confirmadas. A primeira, de um idoso de 89 anos, também na capital mineira. 

Já a quarta morte foi divulgada no fim desta tarde. A vítima é uma idosa de 60 anos que estava internada em Pompéu, no interior do Estado. Ela morreu no dia 28 de dezembro, mas o caso não tinha sido notificado à Secretaria de Saúde de Minas Gerais. A família da vítima disse que a ela consumiu a cerveja Belorizontina dias antes no bairro Buritis, em Belo Horizonte. 

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