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Capixaba é vítima de substância tóxica encontrada em cerveja de MG

O engenheiro metalúrgico Luiz Felippe Teles Ribeiro, de 37 anos, é de Marataízes, mas mora em Belo Horizonte com a mulher. Ele está internado em estado grave

Publicado em 10/01/2020 às 13h59
Atualizado em 20/01/2020 às 12h31
Polícia instaura inquérito contra a empresa Backer, que produz a cerveja Belorizontina. Crédito: Uarlen Valério/ O Tempo/  Folhapress)
Polícia instaura inquérito contra a empresa Backer, que produz a cerveja Belorizontina. Crédito: Uarlen Valério/ O Tempo/ Folhapress)

O capixaba Luiz Felippe Teles Ribeiro, de 37 anos, é uma das oito pessoas contaminadas pela substância dietilenoglicol, encontrada em amostras da cerveja Belorizontina, da cervejaria Backer, em Minas Gerais. Ele está internado em estado grave em um hospital de Belo Horizonte, na capital mineira.  O sogro dele, o bancário Paschoal Demartini Filho, 55, também foi contaminado e morreu. 

Luiz Felippe é natural de Marataízes, mas mora com a mulher em Belo Horizonte, onde trabalha como engenheiro metalúrgico. De acordo com amigos, o capixaba começou a passar mal pouco antes do Natal, quando consumiu a cerveja Belohorizontina, junto ao sogro, no bairro Buritis.

Os dois tiveram enjoos, febre e fortes dores abdominais. No dia 30 de dezembro, o capixaba foi encaminhado para um hospital em Belo Horizonte, onde permanece internado em estado grave. Já o sogro dele, que recebia atendimento em um hospital de Juiz de Fora, teve o quadro agravado e morreu na última terça-feira, dia 7 de janeiro. O bancário é a primeira e única morte registrada pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. 

Além de Luiz Felippe, outras seis pessoas estão internadas em hospitais da Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, elas foram contaminadas após consumirem a cerveja Belorizontina.

A informação foi confirmada em um laudo da Polícia Civil, que identificou a presença de dietilenoglicol em amostras de dois lotes da cerveja, todas elas ligadas ao bairro Buritis, em Belo Horizonte. A substância tóxica é usada no processo de refrigeração na indústria de cerveja. A Polícia Civil ressaltou que não é possível afirmar, porém, que a contaminação aconteceu dentro da cervejaria Backer, e informou que o caso está sendo investigado.

Por nota, a Backer explicou que a substância dietilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos, inclusive da Belorizontina. E reitera que continua colaborando com as autoridades e que se solidariza com as famílias envolvidas. A cervejaria informa que os lotes L1-1348 e L2-1348 serão recolhidos diretamente nos domicílios dos consumidores, em horário agendado. Para isso, os clientes devem ligar para o telefone (31) 99536-4042, exclusivo para esse procedimento. A cervejaria aguarda a conclusão das investigações e reforça seu compromisso com a qualidade dos seus produtos.

PEDIDO DE DOAÇÃO DE SANGUE

Amigos e familiares do engenheiro mecânico capixaba fazem campanha pedindo doações de sangue para Luiz Felippe Telles Ribeiro. Quem puder ajudar, pode procurar a Vita Hemoterapia, no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte, Minas Gerais. As doações podem ser feitas de segunda a sexta-feira (das 7h30 Às 16h) e também aos sábados (8h às 13h). Todos os tipos sanguíneos são aceitos.

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