Após doença misteriosa em MG, supermercados do ES recolhem cerveja das prateleiras

Medida foi tomada por precaução, depois que uma substância tóxica foi encontrada em duas garrafas da Belorizontina, da Backer, em Minas Gerais

Publicado em 10/01/2020 às 11h25
Atualizado em 20/01/2020 às 12h32
Fotos de cerveja. Crédito: Divulgação
Fotos de cerveja. Crédito: Divulgação

Após uma substância tóxica ser encontrada em duas garrafas da Belorizontina, da Backer, em Minas Gerais,  pelo menos três redes de supermercados que atuam no Espírito Santo (Carone,  Perim e Sam's Club) recolheram os produtos da marca que estavam em suas prateleiras no Estado.

As garrafas dos estoques não fazem parte dos lotes que apresentaram problema, mas as empresas optaram por fazer a retirada por precaução.

"Retiramos quando saiu a primeira notícia. Qualquer coisa que possa ter um indício de problema de segurança alimentar ou algo parecido, primeiramente tomamos a providência de retirar da mão do consumidor o produto para não ter nenhum problema, seja relacionado à saúde ou fiscal", explicou o diretor comercial do Carone, Vanderlei Martins.

Um laudo da Polícia Civil de Minas Gerais, divulgado nesta quinta-feira (9), apontou a presença da substância dietilenoglicol em garrafas da cerveja Belorizontina, da marca Backer, produzida na capital mineira. A polícia investiga se a substância está relacionada com a morte de uma pessoa e com a internação de outras sete na Grande Belo Horizonte.

A análise foi feita em garrafas da bebida recolhidas nas residências de pessoas contaminadas em Minas Gerais. O diretor do Carone destacou que não tem registro da substância nas garrafas comercializadas no Espírito Santo e que a medida da empresa foi tomada por segurança. "Primeiro, retiramos o produto de circulação e depois analisamos o que aconteceu. Ainda não se sabe o que ocorreu porque o produto alimentar pode sofrer intempéries de todo jeito", reforçou Vanderlei.

A reportagem ligou para a rede Perim, que confirmou também ter retirado a Belorizontina das prateleiras. O Sam's Club, por nota, relatou que fez o recolhimento de todas as unidades da cerveja que estavam na área de vendas.

OUTRO LADO

A própria polícia mineira informou que o laudo ainda é preliminar e que não há como confirmar se a Backer tem responsabilidade pelo caso. A Backer foi procurada por A Gazeta e disse que a substância dietilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos, inclusive da Belorizontina. Reiterou que colabora com as autoridades e que se solidariza com as famílias envolvidas. A cervejaria informou que os lotes L1-1348 e L2-1348 serão recolhidos diretamente nos domicílios dos consumidores, em horário agendado. Para isso, os clientes devem ligar para o telefone (31) 99536-4042, exclusivo para esse procedimento.

"A cervejaria aguarda a conclusão das investigações e reforça seu compromisso com a qualidade dos seus produtos", concluiu a Backer em nota enviada para A Gazeta

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