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Água usada na produção da cerveja Belorizontina estava contaminada

Segundo o Ministério da Agricultura, a contaminação aconteceu dentro da cervejaria. Diversos tanques da fábrica estavam contaminados

Publicado em 15/01/2020 às 17h33
Atualizado em 16/01/2020 às 00h15
Água contaminada foi encontrada em diversos tanques da fábrica. Local está interditado pelo Ministério da Agricultura. Crédito: Lucas Ragazzi | TV Globo
Água contaminada foi encontrada em diversos tanques da fábrica. Local está interditado pelo Ministério da Agricultura. Crédito: Lucas Ragazzi | TV Globo

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou nesta quarta-feira (15) que a água usada na fabricação da cerveja Belorizontina estava contaminada com a substância dietilenoglicol. A contaminação aconteceu dentro da cervejaria Backer.

Segundo a pasta, diversos tanques da fábrica estavam contaminados pela substância tóxica. Até o momento, a presença de dietilenoglicol foi constatada em seis lotes da cerveja Belorizontina, e um da Capixaba, mesma cerveja da Backer, mas vendida com rótulo diferente no Espírito Santo. Os lotes são: L2-1354, L2-1348, L2-1348 (Capixaba), L2-1197, L2-1604, L2-1455, L2-1464.

Até o momento, seis lotes da Belorizontina foram contaminados, segundo Ministério da Agricultura. Crédito: Rita Benezath
Até o momento, seis lotes da Belorizontina foram contaminados, segundo Ministério da Agricultura. Crédito: Rita Benezath

Ainda não é possível dizer como a contaminação aconteceu. O Ministério da Agricultura considera como hipóteses, por exemplo, o uso indevido do dietilenoglicol, sabotagem e vazamento do produto na água.

PESSOAS INTERNADAS

Segundo a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, 17 pessoas foram internadas com a suspeita de terem sido intoxicadas por dietilenoglicol. Destas, duas morreram e um terceiro óbito segue sendo investigado pela Polícia Civil. Todas elas foram diagnosticadas com síndrome nefroneural, doença que pode ser provocada pela ingestão de dietilenoglicol e causa problemas renais e neurológicos. 

O capixaba Luiz Felippe Teles Ribeiro, 37 anos, é uma das vítimas intoxicadas pela substância. Ele está internado em estado grave em Belo Horizonte, cidade onde mora com a esposa. 

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