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Bebida contaminada

Capixaba e Belorizontina são a mesma cerveja da Backer, só muda o rótulo

A Backer, que fabrica as cervejas, disse que ambas são produzidas no mesmo tanque e só adquirem rótulos diferentes. Em sete lotes foram encontrados dietilenoglicol, substância altamente tóxica

Publicado em 15 de Janeiro de 2020 às 11:14

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 jan 2020 às 11:14
Cerveja Capixaba é a versão da Belorizontina feita pela cervejaria Backer para o Espírito Santo Crédito: Reprodução/Backer
Capixaba e Belorizontina são a mesma cerveja da Backer, só muda o rótulo
As cervejas Belorizontina e Capixaba, que tiveram lotes contaminados pela substância tóxica dietilenoglicol, são a mesma bebida. De acordo com a Backer, fabricante das cervejas, apenas o rótulo é diferente. Ambas, porém, são vendidas no Espírito Santo. 
"A Belorizontina e a Capixaba são a mesma cerveja, feitas no tanque número 10, que está sendo investigado pela Polícia Civil. Elas só recebem rótulos diferentes, mas são a mesma, é isso", declarou Paula Lebbos, CEO da cervejaria Backer.
CEO da Backer pediu que a Belorizontina e a Capixaba não sejam consumidas  Crédito: Reprodução/Backer
Até o momento, a Polícia Civil encontrou dietilenoglicol, substância usada no resfriamento de cerveja, em seis lotes da Belorizontina e um da Capixaba. Os lotes são: L2-1354, L2-1348, L2-1197, L2-1604, L2-1455, L2-1464 e L2-1348 (Capixaba).
A contaminação é apontada como a principal causa de duas mortes e 17 internações, todos os casos em hospitais de Minas Gerais. Até que a investigação seja concluída, a Backer pediu que as pessoas não bebam nenhum dos rótulos.
"Não bebam nem a Belorizontina e nem a Capixaba, qualquer que sejam os lotes. Eu não sei o que está acontecendo, então eu peço que não bebam até que a investigação seja concluída"
Paula Lebbos - CEO da cervejaria Backer
A CEO reafirmou que a Backer não usa dietilenoglicol no processo de resfriamento e que nunca adquiriu a substância. A cervejaria aguarda a investigação da Polícia Civil para explicar como a contaminação aconteceu. "Temos 70 tanques na cervejaria e, em todos eles, utilizamos o monoetilenoglicol para resfriamento. A Backer nunca comprou dietilenoglicol", destacou.
Polícia investiga a contaminação em tanque de cerveja da Backer Crédito: Uarlen Valério/ O Tempo/ Folhapress)

ENTENDA O CASO

Já no início de 2020, a existência de uma doença misteriosa, que causava problemas renais e neurológicos, em Minas Gerais, começava a ser investigada em Minas Gerais. Oito pessoas haviam sido internadas com os mesmos sintomas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O caso evoluiu, e com ele a descoberta de que a doença misteriosa, na verdade, era uma intoxicação causada pela substância dietilenoglicol, usada no processo de resfriamento na fabricação de cerveja.
O capixaba Luiz Felippe Teles Ribeiro é uma das vítimas internadas em Belo Horizonte por causa da intoxicação causada por dietilenoglicol  Crédito: Reprodução
Após análises da Polícia Civil, o composto, que é tóxico, foi encontrado em amostras da cerveja Belorizontina, da cervejaria Backer. Posteriormente, a presença da substância também foi confirmada no rótulo Capixaba, da mesma cervejaria e produzida no mesmo tanque. 
Até quarta-feira (15), 17 casos e duas mortes estavam sendo investigados por suspeita de intoxicação por dietilenoglicol. Destes, quatro já foram confirmados, entre eles o do engenheiro capixaba Luiz Felippe Teles Ribeiro, 37 anos, que está internado em estado grave em Belo Horizonte, onde mora com a mulher. 
O sogro dele, o bancário Paschoal Demartini Filho, 55 anos, morreu e foi a primeira morte confirmada do caso. Uma segunda morte foi divulgada pela Polícia Civil nesta quarta-feira. A morte de uma idosa, que aconteceu em Pompéu, no interior de Minas Gerais, está sendo investigada, mas a relação com a doença ainda não foi oficialmente confirmada. Para saber mais sobre o caso, clique aqui.

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