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Investigação

Cerveja contaminada: polícia mineira terá laudos nos próximos dias

Polícia Civil de MG analisa amostras recolhidas da cervejaria Backer

Publicado em 12 de Janeiro de 2020 às 22:38

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 jan 2020 às 22:38
Fábrica da Cerveja Backer é interditada em Belo Horizonte Crédito: Gustavo Andrade | Backer | Divulgação
*Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
A Polícia Civil de Minas Gerais informou neste domingo (12) que os peritos do Instituto de Criminalística trabalharam durante todo o sábado (11) na análise de amostras de cerveja recolhidas na cervejaria Backer na última quinta-feira (9). Os laudos ficarão prontos nos próximos dias.
As autoridades suspeitam de que lotes de cervejas produzidas pela fábrica mineira podem ter sido contaminadas pela substância dietilenoglicol e intoxicado consumidores. Já chega a dez o número de casos suspeitos da síndrome nefroneural, notificados desde 30 dezembro.
Exames acusaram a presença da substância dietilenoglicol no sangue de ao menos três pacientes internados. Uma pessoa morreu, no dia 7 de janeiro, em Juiz de Fora (MG), e os outros nove continuam em tratamento.
Tóxico, o dietilenoglicol costuma ser usado em sistemas de refrigeração devido a suas propriedades anticongelantes. Exames realizados pelo Instituto de Criminalística comprovaram a presença da substância em amostras da cerveja pilsen Belorizontina, da Backer (lotes L1-1348 e L2-1348), que foram recolhidas nas residências de pacientes internados.
Embora o dietilenoglicol possa ser usado também no processo de refrigeração de cervejas, a Backer garante que não o utiliza em nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos. A Polícia Civil não descarta nenhuma possibilidade de investigação, inclusive sabotagem.
De acordo com a polícia, um supervisor da empresa registrou boletim de ocorrência por crime de ameaça, em 19 de dezembro de 2019, após um funcionário ter sido demitido, mas a pessoa não voltou à delegacia para dar continuidade à ação penal.

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