Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 15:07
Uma grande mancha escura na Baía de Vitória vem preocupando moradores e banhistas da região das praias da Ilha do Frade e Guarderia, na Capital capixaba, nos últimos meses. Além da mancha em si, a água na área conta com mau cheiro, incomodando os frequentadores. O morador Fernando Phondolpo registrou, com um drone, o tamanho da mancha. (Veja acima)>
O repórter Felipe Sena, da TV Gazeta, foi ao local e conversou com os moradores e praticantes de esportes da região. O professor de natação Bruno Bernabé — que utiliza a área diariamente para trabalhar — contou que o problema pode ter relação com uma manilha localizada à beira-mar. Além disso, ele afirmou que os alunos estão deixando de frequentar as aulas por medo de passarem mal. >
"Falam que a água é pluvial, mas eu não acredito. Na minha opinião, o que falta é uma análise nessa água. Alguns alunos estão tomando remédio de verme e até passando mal, pois acabam tomando a água enquanto realizam a atividade", disse o professor.>
Para o oceanógrafo Agnaldo Martins, a mudança na coloração e odor da água podem ser indicativos de contaminação. "Aquela água muito escura denuncia uma água com alto teor de matéria orgânica, que numa região muito populosa como essa, é muito provável que tenha, em parte, alguma quantidade de esgoto. Então, acaba sendo um problema de saúde pública", destacou.>
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O secretário de obras de Vitória, Gustavo Perin, disse que a alteração da água tem relação com as obras da nova estação de bombeamento de águas pluviais da Praia do Canto. "O que a população está vendo aqui, quando não está chovendo, é, na verdade, água do mar, decorrente da intervenção da nova estação, que precisa de um novo reservatório. Não é esgoto. Inclusive, fazemos todo um acompanhamento para saber a qualidade da água, e foi constatado que não há nenhuma contaminação", disse o secretário. >
Ele ainda afirmou que a operação é monitorada e tem licenciamento ambiental. Além disso, informou que o cheiro ruim não tem ligação com a obra. "Esse cheiro não tem relação com a obra. O que está aqui é um efluente que é a própria água do mar que está aqui. É uma recirculação da água. Outros tipos de fenômenos, que podem acontecer por aqui, são acompanhados pela Secretaria de Meio Ambiente", finalizou.>
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