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Polícia de MG anuncia contaminação em novo lote de cerveja que é vendida no ES

Além dos dois lotes da cerveja contaminados por dietilenoglicol -L2 1354 e L2 1348-, a polícia confirmou a presença da substância no lote L2138, do rótulo Capixaba. É a mesma cerveja Belorizontina vendida com outro nome no estado do Espírito Santo

Publicado em 13/01/2020 às 13h05
Atualizado em 16/01/2020 às 12h17
Técnicos do Ministério da Agricultura fecharam a fábrica da Backer nesta sexta-feira (10) . Crédito: Lucas Ragazzi | TV Globo
Técnicos do Ministério da Agricultura fecharam a fábrica da Backer nesta sexta-feira (10) . Crédito: Lucas Ragazzi | TV Globo

Mais um lote da cerveja Belorizontina, da Backer, está contaminado com substância tóxica, segundo informação da Polícia Civil de Minas Gerais repassada nesta segunda-feira (13).   

Além dos dois lotes da cerveja contaminados por dietilenoglicol -L2 1354 e L2 1348-, a polícia confirmou a presença da substância no lote L21348, do rótulo Capixaba. É a mesma cerveja Belorizontina vendida com outro nome no estado do Espírito Santo.

A bebida também teria sido contaminada por monoetilenoglicol, ambas tóxicas. A substância presente em lotes da bebida pode ter relação com a morte de uma pessoa e outras dez internados com sintomas que incluem insuficiência renal, alterações neurológicas, vômitos e diarreias.

E esse quadro ainda pode aumentar. A polícia ainda investiga de seis a dez novas vítimas, inclusive uma mulher.   "As provas que colhemos no fim de semana são alicerce do nosso trabalho investigativo. Podemos afirmar a existência da síndrome nefroneural e a compatibilidade com a contaminação por dietilenoglicol", afirma o delegado Wagner Pinto, chefe da Polícia Civil de Minas Gerais.

A Polícia Civil confirmou que encontrou as substâncias em material recolhido na empresa para a perícia, em pontos de venda da bebida e também em garrafas lacradas que estavam em posse de consumidores.

"Trabalhamos no sábado e domingo e fomos à Brasília buscar material para tornar a investigação mais robusta", diz Wagner.  Os delegados dizem que ainda não é possível afirmar se foi um erro ou sabotagem. "Encontramos os elementos em toda a cadeia, mas por enquanto não é possível avaliar se houve sabotagem", afirma o delegado da Polícia, Flávio Grossi.

A polícia informou que a linha investigativa, que será feita por fases e que não há como dar a culpabilidade a ninguém ainda. "No momento, estamos fazendo as análises técnicas", disse Flávio. "O nosso primeiro passo é entender como se deu a intoxicação para depois buscar a responsabilidade", diz Wagner.

SITUAÇÃO NOS MERCADOS DO ES

Procurada por A Gazeta, a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) informou que segue a orientação do Ministério da Agricultura, que solicitou o recolhimento dos dois lotes das cervejas Belorizontina envolvidas no caso, e que não ainda não recebeu nenhuma recomendação com relação à Capixaba.

Na semana passada, duas redes de supermercados capixabas retiraram das prateleiras todos os produtos da Backer. Nesta segunda-feira (13), o Carone garantiu que a venda deles continua suspensa. A situação é a mesma do Perim, que ainda afirmou que as cervejas estão à disposição da vigilância sanitária.

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