Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Investimento

Trem de passageiros da Vale fará duas viagens por dia na alta temporada

Ampliação será a partir de 2025 e faz parte do cronograma de investimentos que a mineradora terá que fazer para ter a renovação da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas por mais 30 anos

Publicado em 16 de Dezembro de 2020 às 17:32

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 dez 2020 às 17:32
Trem de passageiros Vitória a Minas
Trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas: ampliação Crédito: Vale/Divulgação
O trem de passageiros da Vale que liga a Estação Pedro Nolasco, em Cariacica, a Estação de Belo Horizonte (MG), passará a ter duas viagens por dia nos períodos de alta temporada. A ampliação da operação acontecerá a partir 2025 e, de acordo com a companhia, apenas nos meses do verão, período em que muitos turistas mineiros vêm ao Espírito Santo, em busca das praias capixabas, para passar férias.
O investimento no transporte de passageiros faz parte dos compromissos que a empresa vai assumir para ter a renovação antecipada da sua concessão pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Os termos da prorrogação, definidos pelo governo federal, foram aprovados pela empresa nesta quarta-feira (16).

42 MUNICÍPIOS

SÃO ATENDIDOS PELA ESTRADA DE FERRO VITÓRIA A MINAS
Atualmente, é feita uma viagem do trem saindo de cada sentido da EFVM. Todos os dias, às 7 horas, um trem parte de Cariacica e chega a Belo Horizonte por volta de 20h10. Já no sentido inverso, um trem parte da capital mineira às 7h30 e encerra a viagem no Espírito Santo às 20h30.
Ainda não foi divulgado pela companhia qual seria o horário da nova viagem que ocorrerá durante a alta temporada, nem se essa operação extra também será nos dois sentidos. 
Segundo o site da empresa, são 30 pontos de embarque e desembarque ao longo da EFVM. O trem atende 42 municípios, ao longo dos 902 quilômetros percorridos, e transporta, em média, cerca de 1 milhão de passageiros por ano. O ramal ferroviário foi inaugurado em 1904 e é o único trem diário de longa distância do Brasil.
Além da EFVM, a Vale também vai ampliar o atendimento do trem de passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), entre o Pará e o Maranhão, ferrovia que também terá a concessão renovada. O trem deixará de circular em dias intercalados, como é hoje, e passará a ser diário em 2026. Nos trilhos da EFC são transportados 120 milhões de toneladas de carga e 350 mil passageiros por ano. 
As duas ferrovias receberão melhorias nos próximos 10 anos. De acordo com a empresa serão realizadas mais de 460 obras, que vão aumentar a segurança e a mobilidade urbana, beneficiando 33 municípios, em Minas Gerais e no Espírito Santo, e 25 municípios, no Pará e no Maranhão.
No total, serão construídos 40 viadutos, 30 passarelas, 147 cancelas automáticas, seis passagens de nível inferiores, além de 200 quilômetros de vedação e 29 acessos a comunidades. A Gazeta já mostrou a lista com as obras que devem ser realizadas ao longo da EFVM no Espírito Santo. Outro investimento previsto é a extensão da linha férrea até Anchieta.

RENOVAÇÃO ANTECIPADA DA VITÓRIA A MINAS

Com a renovação das concessões, de acordo com o comunicado divulgado pela empresa nesta quarta, a Vale operará a EFC e a EFVM por mais 30 anos a contar de 2027, quando vencem os atuais contratos. Segundo a empresa, os documentos serão assinados nos próximos dias com o governo. Estão previstos investimentos de R$ 24,7 bilhões, a serem aplicados já partir do próximo ano.

R$ 11,8 BILHÕES

VALO DA OUTORGA PELAS FERROVIAS
Do total que a empresa terá que desembolsar, R$ 11,8 bilhões referem-se ao pagamento da outorga pelas duas ferrovias, dinheiro que vai para o governo. Outros R$ 8,7 bilhões vão para a construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), e R$ 3,9 bilhões para os demais compromissos firmados, entre os quais a ampliação do trem de passageiros, transporte cargas e obras de melhoraria da segurança da malha.
Do valor da outorga, R$ 300 milhões serão usados na compra de trilhos e dormentes destinados à construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).
"Estamos muito felizes em dar mais um importante passo no de-risking da companhia. As prorrogações antecipadas retiram uma grande incerteza sobre a perenidade de parte relevante de nossa cadeia de logística integrada", afirmou o diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, em nota enviada à imprensa.
"A EFC e EFVM foram pioneiras na implementação do nosso modelo de gestão (VPS - Vale Production System). Entre 2006 e 2019, investimos R$ 35,7 bilhões nas duas ferrovias, que hoje estão no rol das mais seguras do mundo. Continuaremos a investir para manutenção e expansão desses ativos", completou.
A aprovação do Conselho de Administração da Vale ocorreu após a avaliação final dos termos aditivos dos dois contratos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Foram cinco anos até chegar à assinatura do documento.
A Vale formalizou o pedido de prorrogação antecipada em dezembro de 2015. Dois anos depois, o Congresso Nacional aprovou a Lei 13.448/17 que regulamentou o assunto e permitiu a inclusão de investimentos cruzados como contrapartida pela antecipação dos contratos, como é o caso da Fico.
Durante este período, os planos de negócios para a prorrogação da EFC e da EFVM foram avaliados pela ANTT e pelo Ministério da Infraestrutura e, depois, submetidos a audiências públicas.
As contribuições públicas e as ponderações da Vale foram novamente apreciadas pelas autoridades, sendo algumas sugestões incluídas nos planos de negócios das duas ferrovias. Por fim, em julho, o Tribunal de Contas da União aprovou a renovação antecipada dos contratos.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Tribunal do Júri: como funciona um júri popular
Tribunal do Júri e a atuação de destaque do Ministério Público
Imagem de destaque
CBN Vitória ao vivo: como vai funcionar o novo app para acessar consultas e exames pelo celular
Imagem de destaque
Por que a chuteira rosa dominou a Copa 2026?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados