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Obras ambientais da Vale devem criar até 2,9 mil empregos no ES em 2021

Até o momento, as ações do Plano Diretor Ambiental da mineradora custaram R$ 590 milhões. No total, está previsto um investimento de R$ 1,27 bilhão até 2023

Publicado em 03/12/2020 às 18h44
Atualizado em 03/12/2020 às 18h44
Projeção de como ficarão as áreas de transporte de minério da Vale após fechamento
Projeção de como ficarão as áreas de transporte de minério da Vale após fechamento. Crédito: Divulgação/ Vale/ Marcelo Rosa

As obras de controle ambiental previstas pela Vale para o próximo ano devem gerar 2,9 mil postos de trabalho, segundo estimativa da mineradora. No pacote estão previstas várias intervenções para conter a poluição, como novas wind fences (barreiras de vento), fechamentos de áreas de transporte e armazenamento de minério e mais canhões de névoa.

Segundo a empresa, serão criadas oportunidades para profissionais de diversas qualificações, como oficial polivalente, armador, carpinteiro, mestre de obras, encarregado, eletricista, mecânico, soldador, montador de andaime e encanador industrial.

Esses profissionais serão contratados pelas empresas responsáveis pelas obras ao longo do ano. Em 2020, cerca de 1,8 mil pessoas atuaram no pico das obras da mineradora no Complexo de Tubarão.

Até o momento, as ações do Plano Diretor Ambiental (PDA) da Vale custaram R$ 590 milhões, No total, está previsto um investimento de R$ 1,27 bilhão até 2023. Essa é a data limite para que a empresa cumpra com o compromisso firmado em 2018 junto ao poder público de redução de 93% na emissão de material particulado.

O gerente do PDA, Maurício Cretella, afirmou que mesmo com a pandemia o cronograma de intervenções está em dia e alinhado com o objetivo final.

“Tomando todas as precauções e seguindo todas as recomendações, a Vale conseguiu manter o nível de empregos e gerar mais empregos nesse período. Pontualmente tem ajuste pra fazer mas a gente conseguiu priorizar essas metas. A Vale tem várias obras que podem correr um pouco mais no tempo, mas tem compromissos que têm que ser mantidos”, ressaltou.

Uma das intervenções mais esperadas é o fechamento da principal correia transportadora da rota de embarque, responsável pela alimentação de navios nos píeres I e II, por onde são exportados todo o minério e pelotas de Tubarão. A empresa afirma que ela será fechada a partir do primeiro semestre de 2021.

A Vale anunciou também a instalação de quatro novas wind fences, que são como barreiras que reduzem a velocidade do vento, com extensão de seis quilômetros de telas. As novas estruturas serão instaladas nos pátios de finos das usinas 1 a 4, das usinas 5 a 7 e da usina 8 e no pátio denominado "mercado interno", que estoca material temporariamente.

De acordo com o seu planejamento, até 2023, a Vale planeja ainda investir em ações para ampliar a capacidade dos sistemas de reserva e de tratamento de efluentes, aumentar o reuso e desenvolver fontes alternativas de captação de água.

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