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Viana não registra morte por Covid após 28 dias de meia dose de vacina

Entre os 20 mil vacinados com a dose reduzida de Astrazeneca no município, não houve nenhum óbito depois do período estimado para a população desenvolver imunidade

Publicado em 09/08/2021 às 17h04
Viana Vacinada; Covid-19; vacina
No projeto Viana Vacinada, o Dia D para a segunda meia dose foi realizado neste domingo (8). Crédito: Divulgação/Prefeitura de Viana

O estudo no município de Viana com aplicação de meia dose da Astrazeneca na população de 18 a 49 anos demonstra que a estratégia adotada é eficaz para evitar mortes por Covid-19. Entre os mais de 20 mil que receberam a dose reduzida (ajustada), não houve registro de óbitos após os 28 dias estimados para que esse público desenvolvesse a proteção contra a doença. Nesse período, 88,3% apresentaram anticorpos

Os indicadores do projeto "Viana Vacinada" foram apresentados em coletiva nesta segunda-feira (9) na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). "Os dados são preliminares, mas comprovam a capacidade das pessoas em desenvolver anticorpos contra o Sars-Cov-2 (coronavírus) com a meia dose", pontuou o secretário Nésio Fernandes. 

O volume de casos confirmados também reduziu a partir da vacinação em massa - o Dia D da primeira meia dose ocorreu em 13 de junho. Naquele mês, cerca de 18% dos quadros suspeitos da doença eram positivos e, em julho, passaram para 8% mesmo após ampliar a testagem na população. 

Ainda houve queda no número de mortes no comparativo entre os dois meses. Enquanto junho registrou 11 óbitos, foram sete em julho.

"No entanto, entre o grupo que é acompanhado, na janela que faz efeito, nos 28 dias que levam para fazer efeito, nenhum morador de Viana foi a óbito", ressaltou Luiz Carlos Reblin, subsecretário de Vigilância em Saúde. 

ENTENDA O PROJETO

No estudo em Viana, os pesquisadores combinam vacinação com meia dose (0,25 ml) da Astrazeneca no público definido, além de acompanhamento da resposta imune e sequenciamento genético do novo coronavírus. A estimativa é redução de 60% da incidência de novos casos ao longo de seis meses, a partir de 28 dias após a segunda dose - que começou a ser aplicada neste domingo (8).

A população será acompanhada por um ano para observar a efetividade da vacina produzida pela Fiocruz. Os pesquisadores querem observar, por exemplo, a redução de casos e de mortes por Covid-19 após a imunização. 

Do total de voluntários, 600 foram escolhidos aleatoriamente e têm o sangue coletado antes e após receberem as doses. Com esse material, os pesquisadores analisam os títulos dos anticorpos por diferentes técnicas e estudam as células para identificar se elas desenvolveram capacidade de resposta imunológica. O grupo também avalia o surgimento de efeitos colaterais.

Após a primeira meia dose, afirmou Reblin na coletiva, cerca de 83% dos vacinados apresentaram efeitos adversos leves, como dor no local da aplicação e vermelhidão, índice muito próximo do que é registrado (84%) entre os que recebem a dose padrão. A diferença é o tempo de duração, menor no público com a dose reduzida. 

O projeto nasceu de uma iniciativa do governo do Estado e profissionais do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em uma articulação do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (Icepi).

O estudo, coordenado por equipes de pesquisadores do Hucam e da Fiocruz, tem sido executado numa parceria entre o Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Fiocruz, Hucam-Ufes e a Sesa.

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