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Não há previsão para máscara deixar de ser exigida no ES, diz subsecretário

O subsecretário de Vigilância e Saúde do Estado, Luiz Carlos Reblin, alertou para a necessidade de manter os cuidados e evitar aglomerações

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 09/08/2021 às 16h57
Distribuição e vacinação na Grande Vitória
Data: 19/01/2021 - ES - Vitória - Luiz Carlos Reblin, Subsecretário em Vigilância em Saúde - Na Rede de Frio da Sesa - Distribuição de vacina para os municípios da Grande Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Fernando Madeira - GZ. Crédito: Fernando Madeira

Apesar do avanço da cobertura vacinal e de uma melhora no cenário da Covid-19 no Espírito Santo, ainda não há previsão para que os capixabas possam deixar de usar máscaras. O alerta foi feito pelo subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (9). Ele explicou que os cuidados em relação à doença devem permanecer, principalmente quanto a evitar aglomerações.

Reblin pontuou que uma preocupação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é com o comportamento das pessoas em relação ao uso de máscaras e com aglomerações diante de um quadro de avanço no enfrentamento à Covid-19. O subsecretário reiterou que ainda não há uma previsão para que o Espírito Santo atinja um patamar de controle da doença que permita flexibilizações como essas.

"Com tantas notícias boas, nos preocupa o pensamento das pessoas sobre o uso das máscaras ou sobre aglomerações. Nesse momento, em que a nossa cobertura vacinal avança, não é possível prever quando vamos poder retirar essas restrições. Normalmente, a Organização Mundial da Saúde faz anúncios gerais sobre o controle geral dessas doenças. Vamos chegar ao momento em que o controle da doença deverá se estabelecer em um patamar reduzido. Mas ainda é muito improvável prevermos uma data para isso", disse.

O subsecretário reforçou que uma das "armas" para o combate à pandemia é a vacinação contra a Covid-19  e ressaltou que muitas pessoas não retornaram para tomar a segunda dose do imunizante. Ele lembrou que a vacinação não garante a não infecção, mas destacou a importância de receber as duas doses para evitar a circulação do vírus e diminuir a transmissão da doença.

"Temos população de média idade que não está retornando para tomar a segunda dose. Vacina não evita completamente o adoecimento. Mesmo tomando duas doses, pode adoecer, pode transmitir a doença, pode evoluir a óbito. Vacina é importante porque ela vai evitar a circulação do vírus, surgimento de variantes, mas não protege absolutamente a todas as pessoas que tomam. Por isso, o cuidado deve permanecer", apontou.

Apesar de não haver um prazo para que seja possível não usar máscaras em meio a aglomerações e ambientes abertos, a Sesa já enxerga com otimismo a possibilidade de um Natal sem máscaras entre famílias no Espírito Santo. A afirmação foi feita pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em julho deste ano, em entrevista à Rádio CBN. 

Nésio também ressaltou a importância de a população, mesmo vacinada, manter as medidas de prevenção quando sair de casa, utilizando máscara e evitando aglomerações. Ele disse que, se o Estado conseguir preservar os indicadores como média móvel de casos e óbitos baixos, as famílias poderão usufruir melhor as festas de fim de ano.

"Mas, se não conseguirmos consolidar o uso pleno das máscaras em público, nós podemos ter uma retomada do crescimento de casos, independentemente da variante Delta. O crescimento depende mais do comportamento de risco da população e do abandono de medidas protetoras que reduzem o risco de infecção pelo Sars-Cov-2 (coronavírus)", afirmou o secretário, na ocasião.

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