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Natal no ES será sem máscara entre famílias, afirma secretário

Nésio Fernandes, em entrevista para a CBN Vitória, falou sobre indicadores da Covid-19 no Estado e as perspectivas de volta à normalidade

Publicado em 21/07/2021 às 17h49
Mãe e filho usando máscara
O uso de máscara continua indispensável para sair às ruas. Crédito: FaustFoto/ Freepik

Após mais de um ano da pandemia da Covid-19, com um rigor necessário nos protocolos para controlar a disseminação da doença, o Espírito Santo começa a vislumbrar um novo momento. As festas do final do ano — Natal e Réveillon — poderão ser celebradas sem máscara entre as famílias. É um sinal de que, aos poucos, a população do Estado poderá retomar à normalidade. 

A previsão otimista para a temporada de comemorações em dezembro é do secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, que, em entrevista para a CBN Vitória nesta quarta-feira (21), falou sobre os indicadores da Covid-19 no Espírito Santo e o avanço da vacinação, uma das razões para que, no Natal e Ano-Novo, os grupos familiares possam dispensar temporariamente as máscaras. 

Provisoriamente, porque Nésio Fernandes também ressaltou a importância de a população, mesmo vacinada, manter  as medidas de prevenção quando sair de casa, utilizando máscara e evitando aglomerações. Ele disse que, se o Estado conseguir preservar os indicadores atuais — a menor média móvel de casos e óbitos no comparativo com a fase de recuperação entre a primeira e a segunda ondas da pandemia — as famílias poderão usufruir melhor as festas de fim de ano.

"Mas se não conseguirmos consolidar o uso pleno das máscaras em público, nós podemos ter uma retomada do crescimento de casos, independentemente da variante Delta. O crescimento depende mais do comportamento de risco da população e do abandono de medidas protetoras que reduzem o risco de infecção pelo Sars-Cov-2 (coronavírus)."

Para o secretário, as pessoas somente devem começar a ter uma rotina  próxima do que era antes da pandemia em 2022. Há, inclusive, uma perspectiva positiva para os foliões saudosos do carnaval, época em que se espera que cerca de 80% da população adulta esteja com esquema vacinal completo (duas doses ou, no caso da Janssen, dose única). 

Nésio Fernandes frisou, no entanto, que o surgimento do Sars-Cov-2 vai exigir de todos um novo protocolo social, pois os sintomas gripais não poderão mais ser tratados como uma gripe comum.

"No futuro, diante de qualquer sintoma gripal, vamos ter que procurar uma avaliação médica, fazer exame RT-PCR, porque pode ser uma infecção pelo coronavírus. Se tiver os sintomas, será preciso ficar isolado;  ter uma rotina diferente diante da suspeita de doença infectocontagiosa", concluiu.

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