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Primeiro paciente

Sesa investiga amostras antigas para saber quando coronavírus chegou ao ES

Novas tecnologias  permitem análises mais aprofundadas sobre a chegada da Covid-19 ao Estado

Publicado em 05 de Agosto de 2020 às 15:03

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 ago 2020 às 15:03
exame de sangue
Exame de sangue: amostras antigas, colhidas para análise de outras doenças, são usadas para investigar casos da Covid-19 Crédito: Divulgação/ Ministério da Saúde
Os dados oficiais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) indicam que o primeiro caso de infecção pelo coronavírus no Espírito Santo é do dia 26 de fevereiro deste ano. Contudo, novas tecnologias estão permitindo ao órgão ampliar as investigações em relação à Covid-19, o que poderá revelar, entre outros dados, até que a doença se instalou em território capixaba em data anterior. Amostras de sangue antigas serão a matéria-prima para as análises. 
“Estamos investigando e talvez possamos achar casos anteriores a esta data  (26 de fevereiro). Quando a pandemia começou, não tínhamos os testes IgG e sorológico (que verificam o desenvolvimento de anticorpos), que ficaram disponíveis no Brasil no final de abril, início de maio. Agora, que temos no Espírito Santo, nos permite abrir várias linhas de investigação", aponta o secretário Nésio Fernandes. 
Hoje, o que se sabe, é que o primeiro caso, registrado na Quarta-feira de Cinzas, é de uma moradora de Vila Velha que havia retornado de uma viagem à Itália, no dia 20 de fevereiro, e que começou a sentir os primeiros sintomas da doença pouco depois da chegada. Ou seja, o coronavírus já circulava no Espírito Santo durante o carnaval. 
A Sesa, afirma o secretário, está avaliando amostras de pacientes que coletaram sangue para viroses, como dengue, chikungunya e zika, cujo material estava guardado no Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes). "Podemos encontrar, por sorte, alguma amostra com titulação de anticorpos para coronavírus, o que indicaria casos ainda mais antigos", observa.
Nésio Fernandes ressalta que, se forem identificados registros de pacientes mais antigos, será feita a investigação sobre os nexos deles como, por exemplo, verificar se haviam feito viagem para o exterior ou mantido contato com pessoa nessa condição. Também vai ser avaliado se apresentaram ou não sintomas.
"Isto é possível porque passamos a ter tecnologias disponíveis. Um legado da pandemia porque conseguimos reposicionar o nosso sistema de vigilância em saúde estadual, com competências maiores na área da pesquisa, investigação, com tecnologias mais robustas, melhorando a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de reconhecer riscos mais rapidamente, de ter resposta de forma mais ágil diante de qualquer surto ou condição de saúde que tenha relevância na área pública."

ANÁLISE DO ESGOTO

análise do sistema de esgoto é outra pesquisa que pode levar a identificação de casos mais antigos do que está registrado atualmente. O estudo está sendo conduzido pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e governo do Estado.  A proposta é verificar em quais redes o vírus está presente e aprofundar o conhecimento sobre a disseminação da Covid-19.
Uma reportagem da BBC, rede britânica de comunicação, apontou que pelo menos 15 países realizaram estudos para tentar identificar a presença do coronavírus nos esgotos locais, e constataram que o agente infeccioso estava presente na rede semanas antes dos primeiros casos oficiais. Na Espanha, por exemplo, havia uma diferença de 41 dias entre que foi observado no sistema de esgoto e o registro do paciente número um do país. 
Além da possibilidade de determinar o período em que a Covid-19 chegou ao Estado, a análise de esgoto também pode fornecer um retrato da presença de casos positivos, incluindo assintomáticos e subnotificados, no sistema saúde. 

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