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Pandemia

Esperamos que agosto seja o pico da Covid-19 nas Américas, diz Opas

Diretor-assistente da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), explicou que utilizam modelos a partir dos casos de outros países, para fazer projeções

Publicado em 04 de Agosto de 2020 às 14:28

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 ago 2020 às 14:28
Coronavírus tem provocado impacto na economia
O padrão de transmissão da doença na América Latina tem se mostrado distinto da Europa. Crédito: Freepik
Diretor-assistente da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa afirmou nesta terça (4) que as medidas adotadas até agora na América Latina "não conseguiram controlar" a transmissão da covid-19. Durante entrevista coletiva virtual da entidade, Barbosa, disse que a Opas acredita que o pico da transmissão da doença nas Américas possa ocorrer em agosto, com países trabalhando para conter o quadro.
Barbosa explicou que a Opas usa modelos a partir dos casos de outros países, para fazer essas projeções. "Claro que esperamos que agosto seja o pico, então os países atingirão o controle da transmissão. Mas só podemos ter certeza disso depois", comentou. Nesse quadro, ele disse que a entidade encoraja os países a adotar todas as medidas e revisar como, por exemplo, o distanciamento social pode ser mais efetivo, para proteger mais famílias, além de medidas para apoiar os que têm trabalhos informais.
Durante a coletiva, o diretor-assistente da Opas comentou o fato de que o padrão de transmissão da doença na América Latina tem se mostrado distinto da Europa. Em alguns países europeus, como Itália e Alemanha, houve picos fortes da doença, com cerca de quatro ou seis semanas, seguidos de tendência de queda nos casos, o que configurou uma primeira onda da doença de modo mais claro. "Na América Latina, as medidas adotadas foram eficientes para reduzir a transmissão, mas não alcançaram até agora a efetividade na maioria dos países para controlar a transmissão, reduzir a curva até haver somente casos isolados."
Com isso, alguns países latino-americanos apresentam uma "curva alongada". Ele disse que isso representa um movimento ocorrido no interior dos países. "Em algumas áreas a transmissão está forte, em outros, controlada", detalhou. De qualquer modo, Barbosa afirmou que em toda a América Latina "a tendência ainda é de uma transmissão muito importante", por isso a necessidade de se manter medidas como o uso de máscaras, o distanciamento social e outras para controlar o quadro.
Também presente na coletiva virtual, a diretora da Opas, Carissa Ettiene, afirmou que o vírus continua a se disseminar "rapidamente" em vários países da região, mas há também pressão crescente para reabrir a economia. "O vírus da covid não irá embora em breve", advertiu ela, apontando que é preciso se ajustar à realidade, com medidas para controlar o vírus e calibragem das ações de modo a garantir a proteção à saúde ao lado da retomada da atividade.

TENDÊNCIA DE AUMENTO NO BRASIL 

A diretora da Opas, Carissa Etienne, destacou o fato de haver uma tendência "crescente" de avanço do novo coronavírus no Brasil. A declaração foi dada no início de entrevista coletiva da entidade sobre a doença na região. "Há uma tendência geral crescente na região dos Andes e no Brasil", comentou, ao falar sobre o cenário de transmissão da doença pelas Américas.
Etienne citou também o fato de que o Chile "teve um pico em maio e junho", mas lembrou que o quadro no país melhorou, desde então

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