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IBGE: cai o número de pessoas com sintomas da Covid-19 no ES

Dados foram publicados na manhã desta sexta-feira (23) pelo IBGE. Apesar de serem positivos, epidemiologista reforça a importância de manter os cuidados

Rede Gazeta
Publicado em 23/10/2020 às 16h19
Atualizado em 26/10/2020 às 18h59
Uso de máscara nas ruas de Vitória
Uso de máscara nas ruas de Vitória. Crédito: Carlos Alberto Silva

Esclarecemos que os números desta matéria foram atualizados às 19 horas desta segunda-feira (26). Na primeira versão, as mil pessoas a que se refere o IBGE representam a unidade em que o dado é apresentado, e não ao número de participantes da pesquisa. Assim, todos os indicadores foram multiplicados por mil nesta nova versão.

Caiu, pelo quarto mês consecutivo, o número de pessoas que apresentou algum dos sintomas da Covid-19 no Espírito Santo. Os dados são do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), que é divulgado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 Desde a primeira queda registrada de maio para junho, o número de 474 mil pessoas passou para 369 mil; e, segundo o dado mais recente, de agosto para setembro, a quantidade de registros caiu de 226 mil pessoas para 129 mil casos (3,2% da população). Participam da pesquisa cerca de 8 mil domicílios mensalmente. 

O número de pessoas que sentiu sintomas conjugados saiu da classificação de estabilidade, de maio para junho com 62 mil registros, e segue em queda, com 18 mil casos computados em setembro. 

São considerados sintomas conjugados, quando o paciente se queixa de perda de cheiro ou sabor ou tosse, combinado com febre e dificuldade para respirar ou, então, febre, tosse e dor no peito, ao mesmo tempo.

Apesar dos números se mostrarem favoráveis, a doutora em Epidemiologia e professora da Ufes Ethel Maciel alerta que qualquer ideia de controle da pandemia ainda é prematura. “Já era esperado que, após o pico da doença houvesse uma redução do número de casos, no entanto, deve-se observar que a média móvel de novos casos por dia ainda é alta”, afirma.

“Muitas pessoas estão se infectando e circulando por aí, e muita gente ainda pode se contaminar. É preciso manter os cuidados: higienizar sempre as mãos, usar máscara e manter o distanciamento”, reforça a especialista.

AUMENTO DA TESTAGEM

Embora o Governo do Estado tenha aumentado a flexibilização de medidas desde o mês de agosto, o que se observa é uma diminuição dos registros de pessoas com os sintomas da Covid-19. Os dados apontam, também, aumento do número daqueles que fizeram algum teste para saber se estavam infectadas com o novo coronavírus.

Entre os mil participantes da pesquisa, 283 pessoas foram testadas em julho, mês em que o número passou a ser computado. Em agosto, o número passou para 336, e em setembro, continuou subindo, totalizando 389 pessoas testadas.

Para a epidemiologista, o aumento da testagem é um ganho muito importante para a população, já que, segundo ela, o vírus continua circulando, ainda que em uma velocidade menor que antes. 

“A quantidade de testes disponíveis era uma das grandes dificuldades no início da pandemia no país, ninguém sabia exatamente como a doença estava ocorrendo. Com a detecção do vírus em uma pessoa, conseguimos proteger melhor quem mora ou trabalha com ela, além de ser possível criar um rede de cuidados e garantir o isolamento social para todos os envolvidos”, pontua Maciel.

*Karolyne  Bertordo é aluna do 23° Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob supervisão da editora Érica Vaz.

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