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Covid-19: subsecretário atribui aumento de casos a maior testagem e aglomerações no ES

Espírito Santo registrou mais de 1 mil casos de coronavírus em 24 horas, o que não acontecia há dois meses

Publicado em 22/10/2020 às 10h05
Subsecretário de Vigilância em Saúde do ES, Luiz Carlos Reblin, em entrevista à TV Gazeta
Subsecretário de Vigilância em Saúde do ES, Luiz Carlos Reblin, em entrevista à TV Gazeta. Crédito: Reprodução / TV Gazeta

O Espírito Santo registrou mais de 1 mil casos de coronavírus em 24 horas nesta quarta-feira (21) - isso não acontecia desde agosto. O número chamou a atenção e acendeu o alerta para a população sobre a circulação da doença no Estado. De acordo com a Secretaria de Estado da Saude (Sesa), o aumento de testagem contribuiu para o número elevado. Mas, as aglomerações também estão fazendo com que os casos aumentem.

Em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, explicou, inicialmente, que os casos não são do mesmo dia, mas sim que foram confirmados naquela data. “Eles foram confirmados nessas 24 horas, mas eles se distribuem nos dias anteriores. Da mesma forma os óbitos, que foram 15 confirmados, mas não ocorreram todos nessas 24 horas”, disse.

AUMENTO DA TESTAGEM

No entanto, ele listou fatores que justificam a alta no número de casos. O primeiro deles é o aumento da testagem realizada no estado. Segundo Reblin, teste em familiares de pessoas que confirmam positivo e o próprio inquérito escolar estão contribuindo para o maior registro. Mas ele garante que as internações e óbitos seguem sem alteração.

“Hoje, quando alguém confirma para a doença, nós testamos os familiares. E aquele caso que seria Covid assintomático e não ia ser identificado, ele vem sendo identificado. Nós estamos em pleno inquérito escolar, que também detecta mais casos. Estamos descobrindo mais gente que seria assintomático e que não seria detectado, mas a gente não tem esse reflexo na internação e nos óbitos. A nossa curva continua de uma maneira descendente de regra geral para o Espírito Santo”, destacou.

AGLOMERAÇÃO

O segundo fator destacado pelo subsecretário é a aglomeração e o desrespeito às regras de prevenção à  Covid-19. Reblin ressalta que não está proibida a realização de atividades e passeios, mas desde que o distanciamento social, uso de máscara e higiene das mãos seja seguida.

“O segundo é de fato quando a gente aglomera e sem seguir as regras. A gente pode participar de atividades, pode passear, mas precisa seguir a regra do distanciamento, do uso da máscara e de lavar as mãos. Quando não seguimos a regra, o reflexo é, de fato, o aumento de casos”, ressaltou.

Mesmo diante da pandemia, as praias da Grande Vitória ficaram lotadas neste domingo, 27
Praias lotadas durante a pandemia. Crédito: Fernando Madeira

MAIS CASOS EM FERIADOS E LOCAIS DE MAIOR MOVIMENTO

O secretário destacou, ainda, que está sendo observado um aumento nas notificações em períodos após feriados e também em locais conhecidos por aglomerações. Principalmente praias e bairros com grande movimentos noturnos em bares e restaurantes.

“Os locais onde há uma maior aglomeração de pessoas em momentos específicos, como os feriados, a gente vê 10 dias depois o aumento das notificações. A aglomeração em locais e cidades turísticas, nas praias, também leva a um aumento. Bairros que tem praia, que pessoas se aglomeram mais à noite em bares e restaurantes, a gente também observa um aumento de casos. Portanto, mesmo com a vacina que virá em algum momento, nós vamos continuar necessitando de usar o regramento de manter a distância, usar a máscara e lavar as mãos”, completou.

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