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Coronavírus faz turismo encolher 60% no Espírito Santo

Setor demitiu 6,1 mil trabalhadores no ES no auge da pandemia, incluindo hotéis, transportes e o segmento de bares e restaurantes. Algumas atividades, no entanto, já começam a sentir uma recuperação

Publicado em 21/10/2020 às 20h04
Atualizado em 21/10/2020 às 21h18
Pedra Azul, o destino de montanha mais procurado pelos turistas no Espírito Santo
Pedra Azul: região das montanhas capixabas já sente recuperação no fluxo turístico. Crédito: Setur/ES

O setor de turismo foi um dos mais afetados pela pandemia do coronavírus. No segundo trimestre deste ano, que engloba os meses de abril, maio e junho, o setor fechou 6.121 postos de trabalho com carteira assinada no Espírito Santo. Como consequência das medidas de isolamento, o volume de serviços de atividades turísticas no Estado encolheu 60% no período, que foi o auge da pandemia, na comparação com o 2º trimestre de 2019.

Os dados são do Boletim Economia do Turismo no Espírito Santo, divulgado nesta quarta-feira (21). O estudo é feito trimestralmente numa parceria entre o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).

O boletim aponta que as receitas com atividades turísticas também caíram no Estado 62,9% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2019. De acordo com o coordenador de Estudos Econômicos do IJSN, Antonio Ricardo Freislebem da Rocha, isso inclui vários tipos de serviços.

"Inclui os segmentos de alojamento, com pousadas e hotéis, bares e restaurantes, atividades de transportes, agências de viagens, atividades culturais e de lazer e outras atividades, como locação de automóveis", explicou. Somando todos esses segmentos, o setor de turismo ocupa hoje 134,5 mil pessoas no Estado, sendo 53 mil trabalhadores informais.

Enquanto os trabalhadores informais, em sua grande maioria, tiveram que paralisar as atividades no pior momento da pandemia, muitas empresas do setor também paralisaram ou reduziram as atividades em grande escala. O segmento de alimentação, que inclui bares e restaurantes, foi o que mais fechou postos de trabalho formais no trimestre: 3,6 mil vagas.

O diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones, Pablo Lira, destacou que, naturalmente, o setor de turismo demora mais a se recuperar do que outras atividades econômicas, mas avaliou que os indicadores do turismo no Estado na segunda metade do ano já devem apresentar melhora. "A queda no volume de atividades turísticas no Espírito Santo foi grande, mas ainda assim muito menor que em outros Estados", frisou.

Já o secretário de Estado de Turismo, Dorval Uliana, lembrou que o crédito foi fundamental para empresas do setor seguirem abertas e afirmou que algumas atividades já estão sentindo uma recuperação.

"O crédito foi o respirador que garantiu a sobrevivência das empresas de turismo, fez elas continuarem respirando.  É claro que a saída desse cenário depende do controle da pandemia, mas já está chegando a hora de retomarmos o fluxo turístico em breve. Nas montanhas capixabas, por exemplo, o fluxo mais regional já está voltando nos finais de semana. Com o controle da pandemia devemos voltar a ter um fluxo também nacional e internacional voltando", disse.

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