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Falta d'água persiste e Cesan atribui problema a vandalismo na Grande Vitória

Falta d'água persiste e Cesan atribui problema a vandalismo na Grande Vitória

Moradores de diversas cidades abastecidas pela Cesan relatam falta d’água, enquanto a companhia atribui os transtornos a atos de vandalismo e falhas no sistema

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 13:52

Vandalismo e calor intensificam crise no abastecimento de água no ES
Vandalismo e calor intensificam crise no abastecimento de água no ES Crédito: Reprodução

As reclamações sobre a interrupção no fornecimento de água continuam mobilizando moradores de diversas cidades do Espírito Santo atendidas pela Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan). O problema foi destaque em reportagem da TV Gazeta exibida neste sábado (3).

Segundo o presidente da companhia, Munir Abud, a persistência do desabastecimento em municípios da Grande Vitória e demais cidades que dependem dos serviços da estatal está relacionada, segundo ele, a atos criminosos que comprometeram a infraestrutura do sistema.

De acordo com Abud, unidades de tratamento e captação foram alvo de vandalismo nos últimos dias, impactando diretamente a operação. “Em Vila Velha, também sofremos com vandalismo. A estação de tratamento de água de Ponta da Fruta foi atacada. Tentaram roubar um gerador e, em outro momento, levaram parte do cabeamento da estação, deixando o sistema inoperante”, afirmou.

Situação semelhante foi registrada em Guarapari, onde, no dia 31 de dezembro, ainda de acordo com o presidente da Cesan, vândalos destruíram um dos principais pontos de captação de água. O ataque provocou um efeito cascata que ainda afeta bairros das regiões mais altas e da região norte do município. Lá também foram encontradas ligações clandestinas que afetaram a distribuição.

Apesar das justificativas apresentadas pela concessionária, moradores relatam um cenário de desgaste prolongado. Em Guarapari, Diego, morador do bairro Perocão, afirma estar sem abastecimento desde o dia 29 de dezembro. Segundo ele, a falta d’água tem dificultado a rotina da família, especialmente da esposa, que está grávida, e dos três filhos pequenos.

No bairro Paracorá, também em Guarapari, a moradora Joyce relata que precisa improvisar com baldes e tanquinhos para realizar tarefas básicas, como lavar louça. Ela afirma que o fornecimento por caminhões-pipa não tem sido suficiente para atender à demanda da comunidade.

A reportagem recebeu inúmeras mensagens de telespectadores cobrando respostas. Em Jucutuquara, em Vitória, moradores relatam falta d’água desde antes do Natal. Em Anchieta, residentes de áreas mais altas afirmam estar há seis dias sem abastecimento. Já em Cariacica, no bairro Expedito, a água chega com pressão insuficiente para alcançar as regiões mais elevadas.

Diante do agravamento da situação, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) notificou a Cesan, exigindo o restabelecimento imediato do fornecimento em bairros de Vitória e estabelecendo prazo de 48 horas para a apresentação de um cronograma definitivo de solução.

Procurada pela reportagem na sexta-feira (2) para comentar a notificação do MPES, a Cesan se manifestou por nota, somente informando que "tudo será esclarecido ao órgão dentro do prazo legal".

Sobre a demora na normalização total, Munir Abud reforçou a complexidade da recuperação do sistema. “No dia 31, a Cesan foi vítima de um crime. Vândalos destruíram um dos principais pontos de captação de água da cidade. Isso acabou gerando um efeito em cadeia, que ainda provoca desabastecimento em alguns bairros”, explicou.

A companhia informou ainda que o sistema opera em capacidade máxima e que a recuperação ocorre de forma gradativa, dificultada pelo alto consumo típico do verão e pelas temperaturas elevadas. Enquanto isso, moradores seguem aguardando a normalização do serviço, sob acompanhamento dos órgãos de controle.

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