Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 14:53
Uma família foi "expulsa" de casa após uma invasão de abelhas. Brenda Venturini e a família tiveram que deixar o imóvel depois que os insetos começaram a sair pelas tomadas e lâmpadas. Ao descobrirem onde elas estavam, viram uma imagem impressionante: as abelhas tinham feito uma colmeia gigante por dentro do teto e paredes.>
O caso inusitado foi em Pinheiros, no Norte do Espírito Santo. A empreendedora conta que ficou com parte dos 40 litros de mel encontrados na colmeia e ainda garantiu que o produto era bem doce.>
"Ficamos com alguns favos após a retirada e também dois litros de mel limpos. E olha, não é porque foi feito aqui em casa não, mas era um mel maravilhoso, docinho, uma delícia! Bom demais. Gostamos muito e todo mundo aqui em casa comeu", contou Brenda Venturini.>
O casal que mora no Centro da cidade com os filhos de 6 e 15 anos já tinha percebido um grande número de abelhas aparecendo na residência.>
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Até que uma picada na nuca da filha mais velha, que levou a menina para o hospital, acendeu um alerta para a família. "Fomos procurar de onde elas poderiam estar vindo, porque minha filha já tinha levado várias picadas e ela é alérgica. Ela já tinha até saído do quarto uma noite porque não conseguia dormir com uma abelha que apareceu debaixo do lençol e picou ela.">
Brenda Venturini
EmpreendedoraAté mesmo o vizinho, que tem uma loja de marcenaria, e seus funcionários estavam sendo atacados pelas abelhas. >
E ao descobrirem por onde elas entravam, o homem resolveu fechar o buraco. O que causou um problema ainda maior: os insetos começaram a sair pelas tomadas e lâmpadas.>
LINHA DO TEMPO
Para resolver o problema, a família chamou um apicultor que se deparou com uma cena impressionante: as abelhas tinham feito uma colmeia gigante por dentro das paredes. Os insetos estavam entre o gesso e a laje. >
"A obra precisou de andaimes e cinco minutos depois que começaram a quebrar o teto da cozinha já encontraram a colmeia. A gente estava no meu escritório que fica no primeiro andar do sobrado e quando ele me chamou pra ver, eu não acreditei", narrou a dona do apartamento, Brena Venturini.>
O apicultor realizou uma técnica com fumaça para que as abelhas se acalmassem e, depois, fossem retiradas e levadas a um criadouro — sem serem mortas.>
O profissional também ficou espantado com a quantidade de abelhas encontradas e contou para a empreendedora que as abelhas já deveriam estar ali há um bom tempo para conseguir fazer uma colmeia tão grande e tudo isso sem a família ouvir nenhum zumbido do animal.>
"A gente ainda corria o risco do teto cair com as abelhas, porque naquela parte já tinham algumas infiltrações, então o local podia ficar úmido e a gente ia levar um susto com teto caindo com abelha e tudo. Poderia ter sido muito pior", contou Brenda.>
Depois da retirada da colmeia, a família precisou reconstruir parte da cozinha. Enquanto a obra ainda estava em andamento, ela conta que passou a sentir um mau cheiro vindo dos quartos. Foi preciso abrir a parede para identificar a origem do mau odor: milhares de abelhas estavam mortas dentro da estrutura.>
Só depois a abertura da parede para limpeza e mais uma obra, ela conseguiu voltar para casa.>
Foram retirados cerca de 40 litros de mel do local. Para se ter uma ideia da dimensão da colmeia, segundo especialistas, uma única abelha consegue produzir cerca de 5 gramas de mel por ano.>
Ou seja, foram necessárias milhares delas para chegar à quantidade encontrada na casa de Brenda. >
Depois do susto, Brenda contou que outro enxame resolveu aparecer no terraço da casa alguns meses depois, mas sem criar colmeias.>
"Elas se agruparam no cabo do telhado de casa. Ninguém conseguiu nos explicar se tem alguma coisa aqui em casa que atraia elas", disse.>
A família já mora no local há 9 anos e antes de 2025 não tinha tido nenhum problema com abelhas, já que na área não têm nenhum quintal ou árvores próximas.>
"Foi tudo muito desesperador, mas depois de tudo isso, vamos seguir aqui mesmo, vida que segue. Se aparecerem de novo, a gente lida com elas novamente.>
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