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ES registra menor média de mortes por Covid desde outubro de 2020

O Estado tem apresentado melhoria gradativa nos indicadores da doença; estimativa é encerrar o mês de julho com redução de 42% no número de óbitos

Publicado em 23/07/2021 às 15h47
Média móvel de óbitos no ES está no menor patamar desde outubro de 2020
Média móvel de óbitos no ES está no menor patamar desde outubro de 2020. Crédito: Painel Covid-19/Divulgação

Espírito Santo registrou a menor média móvel de mortes provocadas pela Covid-19, referente aos últimos 14 dias, desde outubro de 2020. O indicador chegou a 9,43, uma queda de quase 38% em comparação ao período anterior, cuja média foi de 15,14. 

Em outubro registrou-se a cava entre as duas ondas de transmissão da Covid-19 no Espírito Santo. Na semana epidemiológica do dia 23 daquele mês, a média móvel ficou em 8,6. 

O momento mais crítico da pandemia no Estado foi entre março e abril de 2021, com patamares sempre elevados de mortes, e pico de 75,4 óbitos na média móvel da semana de 19 de abril. Nesse dia exatamente, 89 pessoas morreram em decorrência da infecção pelo Sars-Cov-2 (coronavírus). 

Pablo Lira, diretor de integração do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e membro do Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE), estima que julho vai terminar com uma queda de 42% no número de óbitos em um comparativo com junho, consolidando três meses seguidos de redução. O Estado tem hoje 38 municípios que não registram, há pelo menos duas semanas, mortes por Covid-19

Ele aponta ainda que o Espírito Santo alcançou 17 semanas seguidas de queda no número de casos confirmados e 15 na quantidade de mortes por Covid-19, como consequência das medidas mais restritivas da quarentena implementada a partir de março e da expansão da oferta de leitos, superior a 500% entre abril de 2020 e de 2021, que impediu o colapso no sistema de saúde e, consequentemente, a piora nos indicadores de óbitos. A taxa de ocupação de leitos hoje no Estado encontra-se em 54%, indicador que, segundo a Fiocruz, representa um alerta baixo. 

Pablo Lira ressalta ainda a cobertura vacinal do Espírito Santo, que tem 62% da população adulta com pelo menos a primeira dose (D1). No ranking nacional, o Estado apresenta-se em quarto lugar. 

O diretor do IJSN destaca ainda outro dado importante: o Espírito Santo aparece com a menor incidência de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do país, na semana de 4 a 17 de julho, também conforme dados da Fiocruz. Com 3 ocorrências a cada 100 mil habitantes, o Estado foi classificado no nível epidêmico, o segundo mais baixo numa escala de cinco categorias. 

TAXA DE TRANSMISSÃO

Em um cenário de boas notícias, o crescimento da taxa de transmissão da Covid-19 não chega a atrapalhar. Os indicadores de Estado, Grande Vitória e interior ficaram todos acima de 1, quando o ideal é permanecer abaixo, na semana epidemiológica de 2 julho. Contudo, Pablo Lira observa que, com a redução de casos e mortes registrada agora, as taxas voltarão a cair.

"Essas taxas tendem a apresentar redução abaixo de 1 na semana epidemiológica de 9 de julho, conforme os dados de casos confirmados e de óbitos", reforça.

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