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Publicado em 31 de dezembro de 2025 às 18:54
O 52º Boletim Epidemiológico da Dengue, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) no último dia 30, registrou duas mortes pela doença no Espírito Santo ao longo de 2025. Os óbitos ocorreram nos municípios de Anchieta e Baixo Guandu. >
De acordo com o boletim, entre a Semana Epidemiológica 1 de 2025 (29 de dezembro de 2024 a 4 de janeiro de 2025) e a Semana 52 (21 a 27 de dezembro de 2025), foram notificados 35.341 casos prováveis de dengue no Estado, número que inclui casos confirmados e em investigação. Desse total, 30.211 casos foram confirmados, o que representa uma incidência de 921,85 casos por 100 mil habitantes.>
O documento também aponta que, em 21 de fevereiro de 2025, foi identificada a circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue (DENV-3) no Espírito Santo. Segundo a Sesa, antes desse período, o último registro desse sorotipo no Estado havia ocorrido em 2011. A reintrodução de um sorotipo que não circulava há mais de uma década é considerada um fator de atenção pela vigilância epidemiológica, uma vez que pode aumentar o risco de formas mais graves da doença.>
Em relação ao cenário mais recente, considerando a incidência acumulada das últimas quatro semanas epidemiológicas, quatro municípios foram classificados com incidência média de dengue: Laranja da Terra, Fundão, Baixo Guandu e Anchieta. Nenhum outro apresentou incidência alta nesse período. As demais cidades do Espírito Santo aparecem classificados com incidência baixa, incluindo as da Região Metropolitana, como Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica.>
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O boletim explica que o Ministério da Saúde adota três níveis de classificação da incidência da dengue nas últimas quatro semanas: baixa (menos de 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos por 100 mil habitantes) e alta (acima de 300 casos por 100 mil habitantes). Esse indicador é utilizado como ferramenta de alerta e para orientar ações de prevenção e controle da doença nos municípios.>
A Sesa reforça que a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti segue como a principal estratégia de prevenção, com orientações como evitar o acúmulo de água parada, manter caixas-d’água bem vedadas e limpar recipientes que possam servir de criadouros.>
A Secretaria de Estado da Saúde foi procurada pela reportagem, na tarde desta quarta-feira (31), para prestar mais informações e esclarecer os dados apresentados no boletim epidemiológico, especialmente em relação às mortes registradas no período. Até o momento, não houve retorno. A reportagem será atualizada assim que a secretaria se manifestar. >
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