Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 16:09
O Espírito Santo registrou 12 mortes por afogamento nos primeiros 13 dias deste ano, segundo dados do Observatório da Segurança Pública, da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A morte mais recente foi a de um personal trainer que tentava nadar até a ilha de Pituã em Vila Velha.>
Em 2025, foram 141 ocorrências do tipo. Já no ano anterior, ocorreram 155 mortes por afogamento. Em 2023, foram contabilizados 165 casos no Estado.
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Segundo especialistas, início do ano, período marcado por férias escolares, verão e maior fluxo de pessoas em praias, rios, lagoas e piscinas, tende a registrar aumento nos casos.>
“A maior parte das situações acontece nesta época do ano porque aumenta o fluxo de banhistas nas praias. Muitos deles são turistas que desconhecem os riscos. O consumo de bebida alcoólica também costuma ser maior, e essa mistura de álcool com ambiente aquático acaba sendo extremamente perigosa", disse a major Gabriela Andrade, do Corpo de Bombeiros.>
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O levantamento aponta que crianças e jovens estão entre as faixas etárias mais afetadas. Pessoas de 0 a 14 anos representam 21,2% das vítimas. Em seguida aparecem os jovens de 15 a 24 anos (16,5%) e adultos de 35 a 44 anos (14,2%).>
Também há registros entre pessoas de 25 a 34 anos (12,9%), 45 a 54 anos (12,9%), 65 anos ou mais (10,6%) e 55 a 64 anos (8,7%). Em 3% dos casos, a idade não foi informada.>
De acordo com o Boletim Brasil de Afogamentos, da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o Espírito Santo ocupa o segundo lugar no ranking nacional de afogamentos de turistas.>
O Estado concentra 13% das mortes desse tipo no país, ficando atrás apenas de Santa Catarina, com 18%. A Sobrasa também aponta que o aumento dos casos nesta época do ano está diretamente ligado ao maior número de banhistas, muitos deles turistas que desconhecem os riscos locais. No Brasil, segundo a entidade, 16 pessoas morrem afogadas por dia.>
A Sobrasa também aponta que o aumento dos casos nesta época do ano está diretamente ligado ao maior número de banhistas, muitos deles turistas que desconhecem os riscos locais. No Brasil, segundo a entidade, 16 pessoas morrem afogadas por dia.>
Entre os casos registrados neste início de ano está o do fisiculturista e personal trainer Leonardo Souza, de 30 anos, que morreu afogado na praia de Itapuã, em Vila Velha, na terça-feira (13). >
O Corpo de Bombeiros informou que Leonardo e um amigo tentavam nadar até a ilha quando ele começou a passar mal durante a travessia.>
"Pode ser que ele tenha passado mal, talvez tenha tido uma cãibra ou uma congestão. A gente não sabe ao certo o motivo, mas, por algum fator, ele começou a se sentir mal, entrou em pânico e passou a se afogar. O amigo se aproximou para tentar ajudar, mas acabou sendo puxado pela vítima", disse a major Gabriela.>
Horas antes do afogamento, o fisiculturista havia publicado nas redes sociais imagens da rotina de treinos e uma foto na praia. Amigos e seguidores lamentaram a morte. Outro caso que marcou o início de 2026 foi a morte da menina Hellem Roque Fernandes, de 6 anos, em São José de Irupi, na região do Caparaó capixaba.>
A criança morreu afogada em uma piscina durante uma confraternização de igreja, na tarde de segunda-feira (12). Segundo o boletim da Polícia Militar, Hellem estava acompanhada da família. Em determinado momento, os participantes se afastaram da área da piscina para uma atividade coletiva.>
Ao perceberem a ausência da criança, os familiares iniciaram as buscas e a encontraram já inconsciente dentra piscina. Tentativas de reanimação foram feitas, mas sem sucesso.>
No primeiro dia do ano, um banhista de 29 anos morreu após sofrer um traumatismo cranioencefálico durante um mergulho na praia da Barra do Sahy, em Aracruz. A vítima foi identificada como Lucas Cândido Nunes. Segundo o Corpo de Bombeiros, guarda-vidas que atuavam no local retiraram o homem do mar e iniciaram as manobras de resgate.>
Outro caso marcante ocorreu no último dia 9, em Guarapari. Um banhista saltou de uma pedra na praia de Setiba e não conseguiu retornar para a superfície. Populares o retiraram da água, porém ele não sobreviveu.>
*Com informações do g1 ES>
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