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ES registra 12 mortes por afogamento em apenas 13 dias de 2026

ES registra 12 mortes por afogamento em apenas 13 dias de 2026

Início do ano, período marcado por férias escolares, verão e maior fluxo de pessoas em praias, rios, lagoas e piscinas, tende a registrar aumento nos casos, segundo especialista

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 16:09

Praia do Iate, Vitória
A Praia do Iate, em Vitória, tem registrado um grande número de frequentadores neste começo de ano Crédito: Fernando Madeira

O Espírito Santo registrou 12 mortes por afogamento nos primeiros 13 dias deste ano, segundo dados do Observatório da Segurança Pública, da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A morte mais recente foi a de um personal trainer que tentava nadar até a ilha de Pituã em Vila Velha.

Em 2025, foram 141 ocorrências do tipo. Já no ano anterior, ocorreram 155 mortes por afogamento. Em 2023, foram contabilizados 165 casos no Estado.

Segundo especialistas, início do ano, período marcado por férias escolares, verão e maior fluxo de pessoas em praias, rios, lagoas e piscinas, tende a registrar aumento nos casos.

“A maior parte das situações acontece nesta época do ano porque aumenta o fluxo de banhistas nas praias. Muitos deles são turistas que desconhecem os riscos. O consumo de bebida alcoólica também costuma ser maior, e essa mistura de álcool com ambiente aquático acaba sendo extremamente perigosa", disse a major Gabriela Andrade, do Corpo de Bombeiros.

Crianças e jovens entre as principais vítimas

O levantamento aponta que crianças e jovens estão entre as faixas etárias mais afetadas. Pessoas de 0 a 14 anos representam 21,2% das vítimas. Em seguida aparecem os jovens de 15 a 24 anos (16,5%) e adultos de 35 a 44 anos (14,2%).

Trabalho de guarda-vidas em Linhares
É essencial procurar ficar próximo de postos de observação com a presença de guarda-vidas nas praias e lagoas Crédito: Prefeitura de Linhares / Divulgação

Também há registros entre pessoas de 25 a 34 anos (12,9%), 45 a 54 anos (12,9%), 65 anos ou mais (10,6%) e 55 a 64 anos (8,7%). Em 3% dos casos, a idade não foi informada.

Preocupação com turistas

De acordo com o Boletim Brasil de Afogamentos, da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o Espírito Santo ocupa o segundo lugar no ranking nacional de afogamentos de turistas.

O Estado concentra 13% das mortes desse tipo no país, ficando atrás apenas de Santa Catarina, com 18%. A Sobrasa também aponta que o aumento dos casos nesta época do ano está diretamente ligado ao maior número de banhistas, muitos deles turistas que desconhecem os riscos locais. No Brasil, segundo a entidade, 16 pessoas morrem afogadas por dia.

A Sobrasa também aponta que o aumento dos casos nesta época do ano está diretamente ligado ao maior número de banhistas, muitos deles turistas que desconhecem os riscos locais. No Brasil, segundo a entidade, 16 pessoas morrem afogadas por dia.

Casos recentes

Entre os casos registrados neste início de ano está o do fisiculturista e personal trainer Leonardo Souza, de 30 anos, que morreu afogado na praia de Itapuã, em Vila Velha, na terça-feira (13).

Leonardo Souza, de 30 anos, morreu afogado na praia de Itapuã, em Vila Velha, na tarde desta terça (13)
Leonardo Souza, de 30 anos, morreu afogado na praia de Itapuã, em Vila Velha, na tarde desta terça (13) Crédito: Reprodução/Instagram

O Corpo de Bombeiros informou que Leonardo e um amigo tentavam nadar até a ilha quando ele começou a passar mal durante a travessia.

"Pode ser que ele tenha passado mal, talvez tenha tido uma cãibra ou uma congestão. A gente não sabe ao certo o motivo, mas, por algum fator, ele começou a se sentir mal, entrou em pânico e passou a se afogar. O amigo se aproximou para tentar ajudar, mas acabou sendo puxado pela vítima", disse a major Gabriela.

Horas antes do afogamento, o fisiculturista havia publicado nas redes sociais imagens da rotina de treinos e uma foto na praia. Amigos e seguidores lamentaram a morte. Outro caso que marcou o início de 2026 foi a morte da menina Hellem Roque Fernandes, de 6 anos, em São José de Irupi, na região do Caparaó capixaba.

Helem Roque Fernandes, morreu na tarde de segunda-feira (12)
Helem Roque Fernandes, morreu na tarde de segunda-feira (12) Crédito: Arquivo da família

A criança morreu afogada em uma piscina durante uma confraternização de igreja, na tarde de segunda-feira (12). Segundo o boletim da Polícia Militar, Hellem estava acompanhada da família. Em determinado momento, os participantes se afastaram da área da piscina para uma atividade coletiva.

Ao perceberem a ausência da criança, os familiares iniciaram as buscas e a encontraram já inconsciente dentra piscina. Tentativas de reanimação foram feitas, mas sem sucesso.

No primeiro dia do ano, um banhista de 29 anos morreu após sofrer um traumatismo cranioencefálico durante um mergulho na praia da Barra do Sahy, em Aracruz. A vítima foi identificada como Lucas Cândido Nunes. Segundo o Corpo de Bombeiros, guarda-vidas que atuavam no local retiraram o homem do mar e iniciaram as manobras de resgate.

Outro caso marcante ocorreu no último dia 9, em Guarapari. Um banhista saltou de uma pedra na praia de Setiba e não conseguiu retornar para a superfície. Populares o retiraram da água, porém ele não sobreviveu.

*Com informações do g1 ES

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