Você pode evitar que a diversão vire tragédia no verão

O Espírito Santo só fica atrás de Santa Catarina entre os estados com mais ocorrências de mortes entre turistas, segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa)

Publicado em 13/01/2026 às 01h00
Banhista é resgatado após pular de pedra em Setiba, Guarapari
Banhista é resgatado após pular de pedra em Setiba, Guarapari. Crédito: Leitor A Gazeta

Os afogamentos são uma tragédia anunciada a cada verão, com o aumento do calor e do fluxo de pessoas em praias, lagoas, cachoeiras, rios e piscinas. E o Espírito Santo só fica atrás de Santa Catarina entre os estados com mais ocorrências de mortes entre turistas, segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa). Ou seja, pessoas que nem sempre conhecem os riscos de praias e outras áreas banháveis.

Mas será que precisamos continuar a ver tanta gente morrer em momentos que deveriam ser de lazer e diversão, sem uma reação que comece no comportamento de cada banhista? Somente nos nove primeiros dias deste ano, sete pessoas morreram afogadas no Espírito Santo.

A começar pelo bom senso: é claro que há exceções, mas muitas tragédias poderiam ser evitadas caso as pessoas enxergassem os sinais de alerta. Mar agitado demais, rios e lagoas desconhecidos e sem sinalização apropriada para o banho, mergulhos de pedras e pontes... é possível analisar a segurança de uma área para o banho partindo apenas da observação. O que só acontece quando não há consumo de álcool, que impede que boas decisões sejam tomadas.

Na sexta-feira (9), um banhista morreu após pular de uma pedra em Setiba, em Guarapari e não conseguir voltar à superfície. Em entrevista ao Gazeta Meio-Dia, a major Gabriela, do Corpo de Bombeiros, informou que só neste verão já foram três ocorrências com mortes após saltos de banhistas no mar. Ela aproveitou para alertar que esses pulos em locais desconhecidos ou inapropriados devem ser evitados.

A infraestrutura na segurança nas praias e em outros espaços de lazer aquático nem sempre é a mais adequada. As prefeituras não podem pecar pela omissão, mas os guarda-vidas tampouco podem estar em todos os lugares o tempo todo. Evitar locais não sinalizados e praias desertas acaba sendo um instinto de sobrevivência, principalmente para pessoas que não têm muita experiência em natação. E até os mais experientes precisam se resguardar.

Um pessoa morre afogada no Brasil a cada uma hora e meia. Foram 16 vítimas de afogamento por dia em território nacional no ano passado, 5,8 mil no total. Ter consciência dos riscos, sobretudo quando não se conhece bem a região, é o que pode salvar muitas vidas. Só quem pode decidir é você.

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