Chamada escolar 2026: erro em matrícula no ES deve servir de lição

Um erro de sistema provocou uma dor de cabeça em pais e mães que ficaram sem saber como agir, angustiados com a mera possibilidade de não conseguirem manter seus filhos em uma sala de aula em 2026

Publicado em 09/01/2026 às 01h00
Sede da Secretaria de Estado da Educação - Sedu
Sede da Secretaria de Estado da Educação - Sedu. Crédito: Carlos Alberto Silva

Os transtornos causados pelo erro, já admitido pelo próprio secretário de Estado de Educação, ocorrido na distribuição de vagas na rede pública estadual na chamada escolar 2026 oficialmente já tiveram solução encaminhada. Mas simplesmente imaginar que, por exemplo, um adolescente de Colatina tivesse que estudar em Santa Teresa já seria um absurdo. Como o próprio secretário Vitor de Angelo afirmou, em entrevista nesta quinta-feira (8) ao Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta, é uma situação que não faria o menor sentido:

"Nenhum desses estudantes vai estudar nessas escolas, nem precisa estudar. Até porque foge completamente da razoabilidade imaginar alguém que está em Jacaraípe (Serra) e o filho foi designado para estudar em Ilha das Caieiras (Vitória). É lógico que isso não vai acontecer, porque entre Jacaraípe e Ilha das Caieiras a gente tem outras escolas e foi um erro do sistema, que em alguns casos produziu essas situações, o que gerou angústia e insegurança nos pais", explicou o chefe da pasta.

A postagem da própria Secretaria de Estado da Educação (Sedu) na quarta-feira (7), data em que o resultado da chamada escolar foi divulgado, se tornou um mural com as angústias e a indignação de pais e estudantes, surpresos com a localização distante das escolas. “Eu também quero saber qual o critério dessa distribuição. Moramos em São Diogo, na Serra, e jogaram meu filho para Santa Maria de Jetibá. E disseram que não podem fazer nada, só entrar na lista de espera”, escreveu Nubia Nascimento. Foram muitos os relatos parecidos.

A Sedu, na ocasião, explicou que houve "alocação alternativa automatizada", o sistema busca automaticamente uma unidade da rede estadual com vaga disponível quando faltam vagas na escola escolhida pelo candidato no momento da inscrição. A secretaria também informou que o sistema prioriza a escola mais próxima da residência, o que obviamente não aconteceu.

E é esse ponto que deve servir de lição: o episódio mostrou na prática como a educação é uma parte sensível da vida das famílias, que se organizam em torno dela. Um erro de sistema provocou uma dor de cabeça em pais e mães que ficaram sem saber como agir, angustiados com a mera possibilidade de não conseguirem manter seus filhos em uma sala de aula em 2026. A rede estadual oferece 230 mil vagas, sendo 187 mil delas destinadas a matrículas e rematrículas.

O secretário explicou que não há como garantir que os alunos estudem exatamente nas escolas que querem. "Dizer isso não significa que a pessoa precisa estudar tão longe como nesses casos errados e equivocados", reforçou. O sistema de matrícula e rematrícula existe para equalizar esse processo, torná-lo o mais justo possível, com qualidade de vida. Uma justiça que determina o próprio engajamento dos estudantes, um desafio em um país que luta contra a evasão escolar, sobretudo no ensino médio.

A promessa de solução do problema foi feita, espera-se que o desfecho seja o esperado, com estudantes tendo o seu direito garantido de frequentar uma escola a uma distância saudável (e possível!) de casa. Erros assim não podem voltar a acontecer.

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