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Sedu coloca estudantes da Grande Vitória para estudar na Região Serrana

Sedu coloca estudantes da Grande Vitória para estudar na Região Serrana

Resultado da chamada escolar 2026, divulgado nesta quarta-feira (7), foi fortemente criticado por pais que não conseguiram vagas para os filhos onde queriam

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 19:10

Sedu
Sede da Secretaria de Estado da Educação (Sedu): órgão está buscando soluções para os casos reclamados  Crédito: Carlos Alberto Silva

Pais de estudantes da rede estadual de ensino foram surpreendidos nesta quarta-feira (7) após a Secretaria de Estado de Educação (Sedu) divulgar o resultado da chamada escolar 2026, com o resultado de matrículas e rematrículas em escolas estaduais. Há relatos de que alunos da Região Metropolitana foram matriculados em unidades muito longe de casa — até da Região Serrana.

Em uma publicação no Instagram da Sedu, onde foi divulgado o resultado, diversos pais manifestaram descontentamento. “Como faço para resolver o resultado da Chamada? Telefone ninguém atende! Inscrevi minha filha para Cariacica e a vaga saiu para Marechal Floriano”, relatou Ariadne Morais.

Situação parecida com a de Nubia Nascimento: “Eu também quero saber qual o critério dessa distribuição. Moramos em São Diogo, na Serra, e jogaram meu filho para Santa Maria de Jetibá. E disseram que não podem fazer nada, só entrar na lista de espera”, reclamou.

Há casos em que a escola até fica no mesmo município, mas muito longe da casa dos estudantes. Como ocorreu com a irmã da técnica de enfermagem Paula Coutinho Manhães, de 24 anos, que estudou até o 9º ano na Escola Coronel Olímpio Cunha, no bairro Santana, em Cariacica. Para este ano, a mãe decidiu matricular a menina na Escola Maria de Lourdes Poyares Labuto, em Tabajara, onde as irmãs dela já estudam. No entanto, ela foi remanejada para uma unidade de Alto Lage.

“Nós moramos no Vila Merlo. Para minha irmã chegar em Alto Lage ela levaria, basicamente, quase duas, três horas. E outra: o turno que a minha mãe escolheu foi na parte da manhã, mas simplesmente colocaram ela em outra escola, em um turno diferente, que foi na parte da tarde. E lá, onde a escola fica, é em um bairro muito perigoso”, contou.

Alocação foi automatizada

Procurada por A Gazeta, a Sedu informou que os resultados seguem os critérios previstos no regulamento e inclui a alocação alternativa automatizada. Isso ocorre quando não há vaga disponível na escola escolhida pelo candidato no momento da inscrição. 

De acordo com a Sedu, nessas situações, o sistema busca automaticamente uma unidade da rede estadual com vaga disponível para a série ou ano solicitados, priorizando a escola mais próxima da residência. No entanto, em alguns casos, essa alocação ocorreu em município diferente do local de moradia, situação que está sendo analisada.

O que os pais devem fazer

A Sedu afirmou que está trabalhando para orientar e buscar soluções para todas as situações de alocação, especialmente nos casos em que os responsáveis não ficaram satisfeitos com a escola apresentada.

A orientação da secretaria foi que o candidato procure a Superintendência Regional de Educação (SRE) que atende o município para solicitar o retorno à lista de suplência da primeira opção de escolha, permanecendo em espera por eventual disponibilidade de vaga ou, com o apoio da regional, buscar outra unidade escolar com vaga disponível a partir do dia 21 de janeiro.

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