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ES pode adotar isolamento total se ocupação de leitos chegar em 80%

Com a flexibilização da abertura do comércio e maior circulação de pessoas, o monitoramento da capacidade assistencial nos hospitais vai indicar a necessidade de medidas mais rigorosas

Publicado em 29/04/2020 às 16h45
Atualizado em 29/04/2020 às 22h42
Novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com respirador no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra.
A taxa de ocupação de leitos de isolamento e de terapia intensiva chegou a 67% nesta terça-feira (28). Crédito: Reprodução/TV

O Espírito Santo pode adotar a suspensão total de atividades, inclusive as denominadas essenciais, caso a taxa de ocupação dos leitos de UTI ultrapasse os 80% para pacientes com o novo coronavírus (Covid-19). O levantamento desta quarta-feira (29) aponta que havia 68,57% das vagas de terapia intensiva ocupadas. O indicador, nos últimos dias, tem girado na casa dos 60%, mas segue tendência de crescimento considerando que o momento atual é o mais crítico no nível de transmissão da doença no Espírito Santo

governo do Estado está avaliando se vai flexibilizar a abertura no comércio na próxima segunda-feira (4). Se a atividade for retomada, mais pessoas vão às ruas e há uma preocupação em relação ao impacto que poderá causar na disseminação do coronavírus. O aumento da taxa de ocupação de leitos de hospitais pode levar tanto a novo fechamento dos estabelecimentos e, dependendo do indicador, até o bloqueio total de circulação no Espírito Santo. 

O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, explicou, em entrevista na última segunda (27), que a medida conhecida pela expressão em inglês lockdown está prevista em portaria interministerial - Saúde e Justiça - e que poderá ser necessária, caso o Estado alcance a marca de 80% a 90%  dos leitos disponíveis exclusivamente para atendimento de pacientes com a Covid-19. 

"Teremos que conviver com uma doença que vai ficar muito tempo entre nós, e estamos adotando todas as medidas necessárias para que as pessoas possam circular pelas cidades, voltar às atividades de trabalho, de aquisição de gêneros de primeira necessidade de maneira segura, com regras estabelecidas, de máscara, mantendo o distanciamento. Precisamos, em algum momento, iniciar essas atividades sob pena de as pessoas não conseguirem se sustentar economicamente e socialmente", pontuou.

Contudo, Reblin afirmou que, se a liberação de funcionamento se refletir sobre os indicadores haverá mudança nas ações do governo. "Percebendo uma interferência  dessas atividades sobre  o aumento de casos, de internações, de quadros graves pode-se recuar para um patamar anterior e fechar estabelecimentos. Por isso, não podemos acabar com o conceito de distanciamento, vamos precisar mantê-lo e nem sabemos por quanto tempo".

O subsecretário ressaltou que é fundamental que todas as pessoas, mesmo com o funcionamento de comércio e outras atividades, respeitem as orientações sobre o uso de máscara e de distanciamento para que não haja crescimento dos casos de Covid-19 de forma descontrolada, exigindo a adoção de medidas mais duras. 

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