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Riqueza do petróleo capixaba vai jorrar nas agtechs, startups do agro

Recursos do Fundo Soberano, vindos dos royalties da exploração petrolífera no Estado, podem ser aplicados em empresas que inovam no agronegócio

Tempo de leitura: 2min
Vitória
Publicado em 08/06/2022 às 13h37
Tecnologia no campo poderá ser financiada com recursos do petróleo
Tecnologia no campo poderá ser financiada com recursos do petróleo. Crédito: Infocuspix/Freepik

Um dos principais motores da economia capixaba, o agronegócio poderá contar com uma nova mola propulsora de empreendimentos. Startups dedicadas ao setor, que estão ganhando cada vez mais espaço no cenário agrícola, já estão na mira do Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses).

As chamadas agtechs - nova geração de empresas que tem levado inovação ao campo - poderão contar com apoio financeiro do fundo público estadual, criado em 2019 e formado por parte das receitas do governo capixaba com royalties e participações especiais da produção de petróleo e gás.

Uma importante parte dessa poupança - R$ 250 milhões - foi aportada em um Fundo de Investimentos em Participações (FIP), que vai investir em diversos setores, entre eles o agronegócio. Gestora do fundo definida pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), a TM3 Capital iniciou a prospecção de negócios com potencial de crescimento.

Segundo o diretor-presidente do Bandes, Munir Abud de Oliveira, além das agtechs, poderá receber investimentos do fundo qualquer empresa de capital fechado do setor, desde que se encaixe nas regras do Funses.

Munir Abud de Oliveira, presidente do Bandes
Munir Abud de Oliveira, presidente do Bandes. Crédito: Bandes/Divulgação

Munir Abud de Oliveira

Presidente do Bandes

"São aqueles negócios que direta ou indiretamente, tenham a sua atividade principal voltada para a introdução de novidade ou aperfeiçoamento tecnológico no ambiente produtivo ou social, que resulte em novos produtos, processos ou serviços"

O “FIP Funses 1” fará investimentos nos negócios escolhidos com valores a partir de R$ 200 mil, mas que podem ultrapassar os R$ 30 milhões.

“Os investimentos poderão ser de até 15% do capital subscrito do fundo, que é de R$ 250 milhões, ou seja, R$ 37,5 milhões por empresa com enquadramento nos critérios estabelecidos”, explica o presidente do Bandes.

A expectativa é que o fundo acelere até 500 empresas em cinco anos. O prazo total é de 10 anos, sendo os cinco primeiros anos para investimentos e os outros cinco para desinvestimentos nessas empresas que receberam os aportes.

“O governo aloca recursos provenientes de uma riqueza finita, como o petróleo ou o gás natural, para fazer uma poupança que recebe parte do dinheiro de sua exploração e, assim, investe em diversificação, inovação e sustentabilidade da economia do Estado”, afirma Abud.

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